EXIT! CRISE E CRÍTICA DA SOCIEDADE DAS MERCADORIAS

CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI. Com Marx para além de Marx: o projecto teórico do Grupo "EXIT!" Deutsch

  Roswitha Scholz

"Sem luta nada se consegue"

Roswitha Scholz à conversa com Fabian Henning

sobre dissociação-valor e patriarcado

 

Publicado inicialmente na revista Jungle World nº 44,

3 de novembro de 2016

O sexo do capitalismo ainda é tão claro como constatava há mais de 20 anos?

Escrevi o ensaio O valor é o homem em 1992, ele apareceu então ainda na revista Krisis. Foi antes de mais um exercício teórico, agora considero o ensaio demasiado simplista. "O valor é o homem" esta formulação sensacional já me é quase um pouco desconfortável, porque soa muito como se eu tivesse personalizado o domínio abstracto. O fundamental para mim, no entanto, é entender a dissociação-valor como contexto de base do patriarcado produtor de mercadorias. Aqui acontece que o feminino e o trabalho doméstico são dissociados do valor, do trabalho abstrato e das formas conexas de racionalidade, sendo que certas qualidades conotadas como femininas, como a sensualidade e a emotividade, são atribuídas às mulheres. O homem, por seu lado, representa algo como entendimento, força de carácter e coragem. No desenvolvimento moderno, o homem foi identificado com a cultura, a mulher, com a natureza. Valor e dissociação estão aqui numa relação dialéctica recíproca. A dissociação-valor atravessa todas as esferas da sociedade, ou seja, a economia, a política, a ciência e também as esferas pública e privada. Entretanto desenvolvi muito mais o teorema da dissociação-valor. O ensaio de 1992 não é para mim incómodo, mas, sempre que se cita a partir dele, acho que já não é bem assim."

"Sem luta nada se consegue" - (Roswitha Scholz; Novembro de 2016 Deutsch Italiano

Gerd Bedszent

Da Obamania ao último combate

Comentários a uma vitória eleitoral não tão completamente surpreendente

"Uma estridente gritaria de horror domina os grandes media alemães perante o resultado das recentes eleições presidenciais nos EUA. Dos radicais de mercado de linha dura até às esquerdas que restam, toda a gente está de acordo que o presidente recém-eleito é um desastre. E, naturalmente, também não falta a acusação de que a esquerda é a culpada da vitória eleitoral do candidato presidencial republicano. O que, naturalmente, é um disparate, pois no fim até o (pequeno) Partido Comunista dos EUA apelara ao voto na neoliberal declarada Hillary Clinton. Significativamente, a vitória eleitoral do republicano arquiconservador Trump é aclamada na Alemanha apenas pela direita radical e pela ala direita dos partidos da coligação."

Da Obamania ao último combate - (Gerd Bedszent: Novembro 2016) Deutsch Italiano

Richard Aabromeit

As transformações milagrosas da criação de valor

Uma pequena história

"A criação de valor na economia capitalista é desde há cerca de 400 anos uma grandeza fixa, mas também um tema recorrente nas discussões de tipo económico, político, social e até mesmo moral. O que começou por ser estudado em livros e levou a novos livros, é hoje carregado e comunicado na Internet numa parte significativa. Assim me deparei eu há alguns meses, enquanto nela navegava, com o conceito de "criação de valor digital", ou de "cadeias de criação de valor digitais". Portanto, agora também o valor, ou a sua criação, a sua produção, teria recaído na digitalização. Como poderia uma categoria abstracta real ser "digitalizada"? Isso não estava imediatamente claro assim eu pesquisei um pouco, para esclarecer um pouco a história deste neologismo e a curta história ficou pronta!"

As transformações milagrosas da criação de valor  - (Richard Aabromeit; Outubro de 2016) Deutsch Italiano

Robert Kurz

IMPERIALISMO DE EXCLUSÃO E ESTADO DE EXCEPÇÃO

Uma vez que a crise fundamental se tem agudizado cada vez mais, em crashes financeiros, bancarrotas nacionais, conflitos armados, movimentos de refugiados, fome e miséria e não só, vamos publicar de novo nesta edição certas partes do livro esgotado Weltordnungskrieg [A guerra de ordenamento mundial] de ROBERT KURZ. Dada a miséria dos refugiados, no contexto de um ser supérfluo generalizado no decurso do tornar-se obsoleto do trabalho abstrato, a que corresponde o terror da exclusão e uma expansão global cada vez mais visível do estado de excepção, queremos combater também uma (nova) ausência de ideias, que se exprime bem, na sua forma mais aberta, mais brutal e mais imediata, na construção de muros e em actos de violência racista, mas pode assumir formas muito mais subtis e mais hipócritas (por exemplo, na restrição do direito de asilo) e exprimir-se numa suspeita e demasiado "amigável" cultura de boas-vindas. É preciso mostrar aqui que o estado de excepção tem uma longa história, que é mesmo decididamente constitutivo para o capitalismo desde o seu surgimento, e que é necessária uma crítica radical e categorial para abolir as respectivas estruturas. Neste sentido, selecionámos do livro de Kurz capítulos e passagens que têm por temas "imperialismo de exclusão" e "estado de excepção". Já está em andamento uma reedição do livro. (Apresentação do texto no editorial da revista EXIT! nº 13)

[Nota de OBECO: Está prevista para breve a publicação do livro em Português, pela editora Antígona, Lisboa]

Nota Prévia

Após o ano de crash de 2008, os subsequentes pacotes de resgate, bem como as bancarrotas nacionais e os movimentos de refugiados nos últimos tempos, o colapso do capitalismo torna-se cada vez mais claro, também na maravilhosa República Federal da Alemanha, que se imaginava segura, graças à posição económica aparentemente estável do seu estatuto geopolítico. Simultaneamente, a periferia continuou a cair ainda mais, mergulhando em guerra civil, criminalidade e gangsterismo. O terror da exclusão e da separação cresce sem parar, e não só na Alemanha. Perante este pano de fundo decidimos voltar a publicar extractos relevantes do livro de Robert Kurz Weltordnungskrieg [A guerra de ordenamento mundial] (2003) sobre os complexos de temas “Imperialismo de exclusão” e “Estado de excepção”, uma vez que o livro há muito está esgotado. Ainda que a situação geopolítica e a empiria se tenham modificado, por exemplo, a era Bush pertence ao passado e a Pax Americana já não existe na sua antiga forma, a lógica analisada por Kurz neste escrito evidencia-se hoje mais do que nunca. O “estado de excepção gobal”, em que culminam as observações de Kurz, torna-se cada vez mais óbvio.

Roswitha Scholz, pela redacção

Imperialismo de exclusão e estado de excepção - (Robert Kurz; Exit! nº 13 Janeiro de 2016) Deutsch

Richard Aabromeit 

Agência pós-moderna de viagens a eventos em dificuldades

Eu sou um cavaleiro andante, e não daqueles, de cujo nome nunca a fama se recordou para os eternizar, mas dos que, a despeito e pesar da própria inveja, e de quantos magos criou a Pérsia, e brâmanes a Índia, e gimnossofistas a Etiópia, hão-de pôr o seu nome no templo da imortalidade.

 

(Miguel de Cervantes)

Fórum Social Mundial: Um evento da superfluidade organizada?

De 9 a 14 de Agosto de 2016 decorreu em Montreal, Canadá, o XV Fórum Social Mundial, pela primeira vez na sua história num país industrial desenvolvido do hemisfério norte. Lançado em 2001, em Porto Alegre, Brasil, explicitamente como um contra-evento à Cimeira da OMC (Organização Mundial do Comércio), do FEM (Fórum Económico Mundial), e do G7 (Grupo dos Sete: Alemanha, França, Itália, Japão, Canadá, Reino Unido, Estados Unidos; de 1998 a 2014 também chamado G8, quando a Rússia pôde participar um pouco) pretendia mostrar e discutir em todo o mundo alternativas à globalização realmente existente. Em wikipedia.org [versão alemã] (15.08.2016) pode-se ler : "O movimento foi criado por iniciativa de organizações internacionais, que surgiram, por sua vez, a partir do levantamento dos zapatistas em Chiapas (México), em 1994. Habitantes indígenas da região rebelaram-se contra as novas formas de opressão associadas à globalização. As novas organizações e movimentos (como a Peoples Global Action, Acção Global dos Povos) queriam continuar a luta dos zapatistas e trazer as suas reivindicações para a discussão internacional. Com os encontros globais procura-se, entre outras coisas, apresentar alternativas ao modelo de pensamento do neoliberalismo global, dominante nos média, e promover a sua elaboração. O Fórum Social Mundial tem desde 2001 uma Carta que pode ser lida on-line. Vou citá-la ocasionalmente."

Agência pós-moderna de viagens a eventos em dificuldade - (Richard Aabromeit; Agosto de 2016) Deutsch Italiano

SEMINÁRIO LER MARX

Seminário-leitura em dez sessões sobre a actualidade da Crítica da Economia Política

Desde a crise financeira de 2008, Karl Marx tornou-se de novo socialmente aceitável. Mas quase ninguém conhece os seus textos originais, e já quase não há seminário nenhum sobre a teoria económica e política de Marx. Por isso, o Clube Rosa Luxemburgo de Heilbronn e a Fundação Rosa Luxemburgo de Baden-Württemberg oferecem um seminário em Heilbronn, onde vão ser lidos no original e discutidos os textos mais importantes de Marx, especialmente partes de O Capital, Livro I. Haverá 8 sessões à noite (2 horas cada) e 2 sessões na tarde de sábado (3 horas cada). O local é o centro social Käthe em Heilbronn, Wollhausstr. 49. A primeira sessão será no sábado 3 de Setembro pelas 15 horas. Aí será dada uma visão geral do seminário e definido o procedimento, bem como as outras datas. O seminário irá até Fevereiro de 2017.

A base do seminário é o livro de 430 páginas de Robert Kurz, Ler Marx, publicado em 2007, onde, além de teses introdutórias de Robert Kurz, cerca de 80% são extractos das obras de Karl Marx, principalmente de O Capital, Livro I. O livro está esgotado, mas poderá ser comprado no mercado de segunda mão. Robert Kurz escreveu, entre 1985 e 2007, alguns outros livros sobre a actualidade do marxismo (O Livro Negro do Capitalismo, 1999; A Guerra de Ordenamento Mundial, 2003; e Dinheiro sem Valor, 2012) tendo desenvolvido Marx em certos temas, especialmente em muitos aspectos da crítica do valor. Um aspecto interessante do seminário será descobrir se e em que medida as actuais crises maciças do mundo ("ocidental") capitalista podem ser entendidas a partir da análise realizada por Marx da lógica de crise do capitalismo e do capital. As 10 sessões do seminário serão acompanhadas e orientadas pelos apresentadores Ernst Schnell e Roswitha Scholz, do grupo de Robert Kurz e da revista EXIT!, em conjunto com Heinz Deininger.

Todas as outras informações sobre lugar, datas, pagamentos e inscrição estão no site das entidades organizadoras do evento.

LER MARX! TESES PARA UM SEMINÁRIO

Seminário ler Marx - (Setembro de 2016) Deutsch

Thomasz Konicz

CAPITALISMO DE ROSTO HUMANO

Capitalismo de rosto humano - (Tomasz Konicz; Julho de 2016) Deutsch

Thomasz Konicz

"Halt ze German advance"

Com a vitória do campo do Brexit a forma actual da UE dominada pela Alemanha chegou de facto ao fim. A questão é: o que vem a seguir?

"Halt ze German advance" - (Tomasz Konicz; Junho de 2016) Deutsch Italiano

Thomas Meyer

Crítica do feminismo neoconservador de Birgit Kelle – ou a miséria da análise no milieu queer

Crítica do feminismo neoconservador de Birgit Kelle - ou a miséria da análise no milieu queer - (Thomas Meyer: Junho de 2016) Deutsch

Gerd Bedszent

O PLANETA DOS SUPÉRFLUOS

O Planeta dos Supérfluos - (Gerd Bedszent: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

Daniel Späth

Adornitas encasacados e masculinidade sensível

"O prazo de validade das conjunturas sociais reduz-se quase exponencialmente na era da crise fundamental. O que antes durava séculos inteiros, nomeadamente a luta da modernização pelo reconhecimento na forma da dissociação-valor entre a classe capitalista e a classe trabalhadora, está desde os anos oitenta do século XX reduzido ao horizonte temporal de uma geração. Se a história do processo de acumulação e de submissão dos seres humanos ao fim em si fetichista, pelo menos medida pelo sofrimento universal da subjectivação burguesa, se apresenta como insuportavelmente longa, em contrapartida tanto mais bruscamente o “limite interno" (Marx) do capital mundial volta a expulsar o "material humano" tornado disfuncional, na sequência do processo de desmoronamento.

Quanto mais o último prazo histórico da socialização de crise se comprime, tanto mais a consciência burguesa se torna esquecida da história neste processo. É assim que a pós-modernidade neoliberal já acabou, deixando para trás o campo de destroços de uma geração que não conhece nada mais do que a captura imediata pelo mercado mundial universal, historicamente sem precedentes, dos sujeitos da decadência coercivamente individualizados, de que o "asselvajamento do patriarcado na pós-modernidade" (Roswitha Scholz) representou o reverso e a condição igualmente original, situação em que o conteúdo basicamente repressivo da família burguesa é mobilizado mais uma vez justamente na e através da sua decadência. A metamorfose do "princípio da forma psíquica" ou da "matriz sócio-psíquica" (Elisabeth Böttcher) associada a este asselvajamento do patriarcado, até uma constituição do sujeito pré-edipiana, deixou atrás de si um carácter social narcisista, cujos destinos pulsionais dessexuados, na sua mania da imediatidade, sofrem uma dissolução completa."

Adornitas encasacados e masculinidade sensível - (Daniel Späth; Maio de 2016) Deutsch

Roswitha Scholz

CRISTÓVÃO COLOMBO FOREVER?

Para a crítica das actuais teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização"

ROSWITHA SCHOLZ neste artigo discute as recentes teorias da colonização no contexto do "Colapso da modernização". Tais teorias ganharam ímpeto no debate da esquerda, pelo menos desde o crash de 2007/2008. Segundo Klaus Dörre, o pressuposto básico, apesar de todas as diferenças em cada abordagem, é que o capitalismo precisa de um exterior para continuar a existir. Frequentemente pressupõe-se uma "acumulação primitiva" sucessivamente repetida. Esta não é considerada limitada aos primórdios do capitalismo, mas é declarada a lei central eterna do capitalismo. Scholz, neste ensaio, contrapõe ao teorema da colonização e correspondentes hipóteses de uma permanente "acumulação primitiva" a dinâmica essencial do capital como “contradição em processo". Para evidenciar as diferenças relativamente à crítica da dissociação-valor, Scholz foca-se nas concepções de colonização de Klaus Dörre e Silvia Federici, proeminentes na Alemanha e não só, sendo que se pode atribuir Dörre uma orientação mais sindical e a Silvia Federici uma orientação mais operaista-feminista. Neste contexto, o artigo prossegue ainda com a dimensão negligenciada por Dörre e Federici das guerras civis mundiais hoje. Mas Scholz também mostra que não é suficiente colocar no centro a "contradição em processo", pelo contrário, a dissociação-valor tem de ser ser entendida como contexto dinâmico de base. Para, entre outras coisas, fazer justiça às diferentes disparidades sociais (económicas, racistas, anti-semitas, etc.) com as suas qualidades próprias, ela tem em conta a dialéctica negativa de Adorno, que naturalmente está em conformidade com a lógica do não idêntico da crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 13)

Cristóvão Colombo Forever? - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch Italiano

EM MEMÓRIA DE UDO WINKEL

(1937-2015)

"Conheci Udo na Primavera de 1984. Um seminário sobre a Escola de Frankfurt no meu curso exigia alguns conhecimentos básicos sobre Marx e O Capital e assim me inscrevi num curso introdutório da “Initiative marxistische Kritik”. Aí encontrei então Udo, entre outros, que insistiam na teoria de Marx, procurando uma nova orientação contra o espírito do tempo, o qual visava sobretudo criticamente a técnica e as forças produtivas e colocava em primeiro plano a política na primeira pessoa, a preocupação. Udo era um antigo soixante-huitard que tinha fundado a SDS (1) na Universidade de Erlangen-Nuremberga com Robert Kurz e outros. No entanto não foi este o ponto de partida da sua carreira político-teórica."

Em memória de Udo Winkel - (Roswitha Scholz: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Daniel Cunha

O ANTROPOCENO COMO FETICHISMO

Em ciência chama-se antropoceno ao período da história da Terra dominado pelo Homem, onde o Homem exerce um controle cada vez maior sobre os ciclos naturais. DANIEL CUNHA, no ensaio O antropoceno como fetichismo, mostra a insustentabilidade deste conceito: não é o Homem em si, mas o capitalismo, na sua dinâmica destrutiva, que leva à destruição do meio ambiente à escala planetária. De modo nenhum se pode falar aqui de controle, pois a dinâmica cega da valorização capitalista é exactamente o contrário de um controle social consciente. Na "geoengenharia" torna-se particularmente clara a insanidade da "racionalidade" capitalista, ou dominação moderna da natureza, que conhece a natureza sempre apenas como substracto para a valorização do capital (pelo menos no sentido da ciência aplicada na economia empresarial) e consegue cobrar um ambiente habitável de amanhã aos interesses lucrativos de hoje. O autor mostra as perturbações dos ciclos globais pelo capitalismo e esboça diversas "contramedidas" já apodrecidas (como o regime de comércio de emissões) que, de facto, fracassaram completamente, porque não enfrentam o problema real nem as suas causas. É justamente este fim em si mesmo da valorização do capital que é preciso rebentar, se a humanidade quiser viver um futuro digno de ser vivido em termos de ambiente natural. O tradutor aborda criticamente o texto e os seus aspectos problemáticos num posfácio.  (Resumo na Revista EXIT! nº 13)

A versão alemã do texto na Revista EXIT! foi traduzida do inglês, com posfácio de Thomas Meyer

Versão em Inglês

Versão em Português

Posfácio de Thomas Meyer à versão alemã

O Antropoceno como Fetichismo - Posfácio  - (Thomas Meyer: EXIT! nº13 Janeiro de 2016) Deutsch

Bernd Czorny

Ernst Lohoff e o individualismo metodológico

"O individualismo metodológico caracteriza-se pelo facto de, na análise ou explicação das relações sociais,  os casos individuais ou fenómenos individuais serem declarados como modelo para o conjunto, o que tem por consequência pelo menos três grandes deficiências: em primeiro lugar, a adopção da perspectiva rasteira a isso associada na visão do todo faz aparecer o todo apenas como a soma dos casos individuais, ou seja, o todo é determinado pelos casos individuais e não o contrário; em segundo lugar, fica escondido o contexto em que o caso individual realmente está, pretendendo-se que contextos sempre diferentes devam afectar cada um dos casos individuais; e finalmente, em terceiro lugar, fica sempre por esclarecer qual o grau de generalidade que o caso individual considerado tem de facto, e se este caso individual pode realmente ser considerado como "forma celular" de uma generalidade ou de um contexto sobrejacente. (ver Kurz 2012, 63 [56/57])

Lohoff, como se disse, vai por outro caminho, no qual assume um processo de comoditização da riqueza material em mercadoria e depois o do capital dinheiro em mercadoria própria, em vez de tomar como ponto de partida o processo de constituição do capital global. Ele pensa que é necessário extrapolar este processo, determinando uma terceira fase de comoditização, ou seja, a formação de capital fictício como uma mercadoria que desempenha um papel dominante no capitalismo da terceira revolução industrial. Como veremos mais tarde, Lohoff bloqueia assim o caminho para uma teoria objectiva da crise.

Lohoff, portanto, não tem em conta o processo global do capital como pressuposto do movimento dos capitais individuais e das mercadorias individuais. Pois se o capital é o verdadeiro pressuposto da forma da mercadoria, então o "capital global" ou o "processo global" do capital tem de ser o verdadeiro pressuposto do capital individual e, portanto, da mercadoria individual, pois as categorias reais do capital, desde o início e em todos os planos da sua exposição, devem ser entendidas como categorias do todo social, do capital global e do seu movimento como massa global. "Apenas e só o capital global, o todo fetichista, é a entidade categorial." (Kurz 2012, 177 [157])"

 Ernst Lohoff e o individualismo metodológico - (Bernd Czorny; Fevereiro de 2016) Deutsch

Robert Kurz

O CLÍMAX DO CAPITALISMO

Breve esboço da dinâmica histórica da crise

"Na crise já estamos quase depois da crise. Esta tem sido a mensagem do pensamento positivo desde a falência do Lehman Brothers. Porque haveria o maior crash financeiro desde a década de 1930 de provocar qualquer espécie de reflexão sobre a teoria da crise? Umas vezes a subir, outras vezes a descer. Tudo se transforma, de uma maneira ou de outra; mas somente assim fica sempre igual. As crises vão e vêm, mas o capitalismo permanece para sempre. Por isso não interessa a crise em si, mas apenas o que vem depois, quando ela acabar, como todas as maçadoras crises anteriores. Quem vai subir e quem vai descer na nova era? Aproximar-se-á finalmente o milagre económico em África, virá o século do Pacífico com a China como nova potência mundial, ou será antes o renascimento dos EUA do espírito do pequeno empreendedor? Veremos talvez a lira renascida ascender a moeda de reserva? Anything goes. Bem que é preciso fazer uma pesquisa de tendências um pouco corajosa, se os mercados financeiros, da sua parte tornados arrogantes, expelem nuvens de cinzas, como o Etna nos seus melhores dias."

O Clímax do capitalismo - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Italiano

Roswitha Scholz 

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

"Paulo declara na Epístola aos Romanos que só devido à proibição do desejo tinha tido a ideia de desejar, tendo assim já prevaricado contra a lei do ‘não desejarás’, tornando-se pecador e dando deste modo à lei a possibilidade de se legitimar. O objectivo da lei consistiria então única e exclusivamente em justificar a sua própria dominação (!) e em assegurar as relações vigentes. Por isso mesmo, ela também poderia ser abolida por completo. Tirando esta última consequência, a acepção pauliana da lei corresponde à definição de Carl Schmitt, segundo a qual o soberano é aquele que decide sobre o estado de excepção" (Akrap, 2005).

É neste contexto que Badiou reclama agora um "novo Lenine", do qual, a seu ver, o apóstolo Paulo representa um protótipo. Acresce, diz ele, que o "gesto pauliano" deixa antever a perspectiva de Che Guevara, nomeadamente a "de que um outro mundo é possível". Do mesmo modo, também Slavoy Zizek intitula o seu novo livro "A revolução vem aí". Akrap comenta o feito: "Também poderia ter-lhe chamado ‘O modelo Paulo com barbicha à Lenine’" (Akrap, 2005). A este propósito também são de algum interesse os comentários de Anke Deuber-Mankowsky à ideia de Agamben de "Homo sacer": "Schmittiana é (…) também a interpretação da coincidência do interior com o exterior, como irrupção da catástrofe, que segundo Schmitt equivale à catástrofe da vinda do Anticristo (!). Assim, segundo Agamben, a catástrofe da Modernidade é a consequência da anulação da diferença entre a existência política (bios) e a vida nua (zoe) pelo facto de a vida nua – em vez de se distinguir da dimensão política – se tornar o fundamento da dimensão política no campo" (Deuber-Mankowsky, 2001, p. 107).

Como vemos, Jorge regressa com todo o seu potencial autoritário, precisamente num pensamento pós-moderno "tornado auto-reflexivo", e não só na figura de um Lenine-Che Guevara-Paulo pós-moderno, mas também na de um Carl Schmitt, que na negação e anulação da lei "antiga" cria outra "nova", devendo assim, uma vez mais, instaurar a ordem – agora no novo nível de derrocada de uma pós-modernidade avançada, que já não tem nada para rir. Torna-se visível um novo saudosismo de "insígnias partidárias e fardas de coronel" (Eco, 1984, texto de badana; ver acima). Ao mesmo tempo ocorre tanto uma salvação paradoxal como – e aqui a minha perspectiva distingue-se da de Akrap – ao mesmo tempo uma negação autoritária do "faz-de-conta" pós-moderno, da simulação, do jogo, tratando-se agora do pouco especificado estabelecimento de uma nova lei, de uma nova verdade/ordem. Carl Schmitt já não é o do contexto fordista e nacional-socialista, mas actualiza-se. Ao mesmo tempo, Jorge também regressa na medida em que, depois dos anos 80 e 90 perdidos na brincadeira, agora as questões existenciais e materiais voltam à ribalta.

Ora, a Agamben, contrariamente a Carl Schmitt, ainda poderíamos imputar uma intenção emancipatória, e mesmo anti-autoritária, já que ainda no "Homo sacer" ele tinha dado ao pensamento de Schmitt de certo modo uma viragem "à esquerda". Com Deuber-Mankowsky, no entanto, há que ter presente o seguinte: "É verdade que Agamben visa pôr a nu o poder, que desde o seu início e de forma essencial é uma propriedade do modelo politico-jurídico ocidental do poder; no entanto ele atola-se ao ontologizá-lo e ao colocá-lo assim fora da História, num circuito de violência que acaba por desembocar na (…) história da decadência" (Deuber-Mankowsky, 2002, p. 108). A verdade verdadeira existe, portanto, "pelos séculos dos séculos", como já Eco faz dizer o Jorge. E assim a viragem supostamente emancipatória ameaça voltar a cair no som off de Carl-Schmitt, no contexto do despertar pauliano."

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

Robert Kurz

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL Crônicas do capitalismo em declínio

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

Crónicas do capitalismo em declínio

Autor: Robert Kurz

Tradução: Boaventura Antunes, Lumir Nahodil e André Villar Gomez

SINOPSE:

A globalização trouxe, em levas sucessivas, cada vez mais zonas de pobreza em massa, guerras civis sem perspectiva, e um terrorismo pós- moderno neoreligioso que não se pode qualificar senão como bárbaro. O Ocidente, sob a direção da última potência mundial, os Estados Unidos, reagiu a tudo isso com ‘guerras de ordenamento mundial’ com igual falta de perspectivas e com uma precária administração da crise planetária.

O presente volume reúne textos de Robert Kurz publicados entre 2003 e 2012. São intervenções no debate público de esquerda que podem ser lidas como desdobramentos da análise da crise econômica mundial e do estado de emergência global realizada em livros como Weltordnungskrieg (A Guerra do Ordenamento Mundial) de 2002 e Das Weltkapital (O Capital Mundial) de 2005. Esse conjunto de materiais é parte da elaboração de uma crítica social radical desenvolvida desde os anos 1980 na Alemanha chamada “crítica do valor-dissociação”. Fora do espaço de língua alemã, a recepção das obras de Kurz permanece fragmentária. Neste Poder Mundial e Dinheiro Mundial oferecemos ao leitor mais uma oportunidade de conhecer a abordagem teórica desenvolvida no contexto do projeto “Exit! – Crítica da crise da sociedade da mercadoria.”

Consequência Editora

Roswitha Scholz

MAIO CHEGOU

O padrão de digestão ideológica da crise nos contextos da crítica do valor

Da mesma forma que a crise dissolve a capacidade de reprodução da "classe média", que até agora se considerava em segurança, também a esquerda é tomada pelos padrões de elaboração ideológica que, pelos vistos, a ela estão ligados forçosamente. Roswitha Scholz demonstra neste texto que a "crítica do valor" surgida ao longo destes anos também disso não está a salvo. Os conceitos fundamentais da crítica do valor tiveram que ser implementados na esquerda, a custo, só no princípio dos anos noventa, por isso é que hoje se põe o problema da sua banalização, não só por uma recepção superficial nas diversas "cenas" da esquerda, como também pelas próprias tendências regressivas numa parte do anterior círculo da crítica do valor. Neste cenário, representado não apenas pelo resto da "Krisis", recorre-se agora à "preocupação" e a um "quotidiano" amplamente acrítico, bem como a uma ligação populista de esquerda com um mais vasto público do movimento. Há, no entanto, um perigo de recuperação por parte da direita e de posições conservadoras, se porventura, em caso de agravamento da crise, for esquecida a constituição da subjectividade da concorrência patriarcal-burguesa. Como fundamento desta crítica ideológica a uma versão banalizada da própria teoria crítica do valor designa Scholz o pano de fundo social comum de todas as tendências correspondentes: nomeadamente, "a transformação dos homens em donas-de-casa" (Claudia von Werlhof), incluindo nos círculos teóricos de esquerda, no domínio dos média etc., e "a queda da classe média" (Barbara Ehrenreich). Uma "crítica de trabalho" reducionista, bem como um conceito androcêntrico reduzido da "realidade social" têm que dar o mote da crítica do valor na colectânea "Dead Men Working"; racismo, anti-semitismo e sexismo são outra vez degradados a contradições secundárias com novas vestes, em vez de serem compreendidos no seu entretecimento com as disparidades económicas, a relação entre sexos e a construção da "raça", como faz a crítica da dissociação-valor. (Resumo na Revista EXIT! nº 2)

Maio chegou - (Roswitha Scholz; Exit! nº2 Março de 2005 Deutsch

Robert Kurz

INTERESSES LOUCOS

As metamorfoses do imperialismo e a crise das interpretações 

Interesses loucos - (Robert Kurz; Abril de 2001) Deutsch

Richard Aabromeit

VALOR SEM CRISE – CRISE SEM VALOR?

Sobre a ausência de uma teoria da crise em Moishe Postone

Do seminário do círculo de leitura da crítica da dissociação-valor de Dresden, em Maio de 2014, sob o tema "Moishe Postone entre a crítica do valor e o marxismo tradicional".

"A contradição invocada por Postone entre a riqueza material e a riqueza abstracta, em contraste com o "marxismo tradicional" que vê a contradição principal do modo de produção capitalista entre o estado das forças produtivas e o das relações de produção (e, portanto, apresenta o trabalho explorado numa contradição fundamental e histórica com os proprietários do capital que se enriquecem), é logicamente correcta, mas não suficiente para postular um momento visando para além da nossa formação social. Mesmo a ​​contradição, em si pertinentemente analisada, entre a transformação permanente e a reconstituição continuada não aponta para lá do capitalismo. Pelo contrário, não se pode excluir que esta contradição constitui um campo permanente de tensão em que se desenrolam os conflitos sociais que permitem sempre uma potencial solução compatível com o sistema; os fundamentos do capitalismo, portanto, não são fundamentalmente ameaçados, mas apenas repetidamente postos em perigo, que regularmente se afirma com violência nas crises e suas formas de movimento. Uma teoria radical da crise, pelo contrário, tem de estar em posição de demonstrar que o capitalismo, com o seu “movimento em si mesmo” (Marx), destrói a sua própria base e, deste modo, pode ser suplantado pela acção histórica socialmente consciente da humanidade. Mas Postone não quis pensar até aí."

Valor sem crise - crise sem valor? - (Richard Aabromeit: EXIT! nº13 Janeiro 2016) Deutsch

Revista EXIT! nº 13, Janeiro de 2016

SUMÁRIO E EDITORIAL

"Tempos áureos para teóricos e teóricas da crise!" poder-se-ia pensar, pois afinal dispõe-se de algo parecido com ter os meios teóricos para avaliar a situação social, ou mesmo com ter "sabido da coisa antecipadamente". Em última análise, no entanto, perante a violência das circunstâncias da decadência, está-se mais ou menos tão desamparado como toda a gente. Ainda assim, o poder analítico de uma teoria crítica da sociedade e a irreconciliável intenção de revolucionamento desta, que já lhe está sempre subjacente, talvez possam ajudar a manter uma visão das distorções actuais "realista" no melhor sentido, visão que, designadamente, não seja determinada pela expressão pática de situações sentidas justificadamente como ameaça ou coerção, nem pelas ilusões de estratégias redutoras de superação.

Desde o início da crise do mercado hipotecário e financeiro em 2007, o stock de riqueza capitalista está manifestamente em perigo, fazendo aparecer com toda a clareza o processo da sua dessubstanciação, que já dura há décadas. Os Estados, enquanto puderam, intervieram na situação do mercado mais do que é habitual e movidos por puro pânico, a fim de afastar a pressão de desvalorização repentinamente ocorrida dos próprios capitais nacionais e desviá-la para os seus concorrentes. Além dos resgates bancários, contam-se entre as intervenções da política de crise na República Federal medidas como o alargamento das reduções do tempo de trabalho (1) e os “prémios de abate” de automóveis. Os "créditos malparados", em que o caráter meramente virtual da acumulação das últimas décadas se torna evidente, deslocaram-se deste modo para os orçamentos dos Estados, revelando-se a concorrência de crise ela própria como um bumerangue, mesmo para os vencedores, pelo menos na União Europeia. Pois não é possível executar simplesmente a pressão de desvalorização noutro lugar, no capital estrangeiro, porque este já se tornou o capital próprio, através da concorrência bem sucedida (cf . JustIn Monday, in Konkret, 4/2015). Como resultado das interconexões e dependências dos capitais entre si, generalizadas e abrangendo os espaços de todas as economias nacionais, e da importância há muito tempo assumida pelos títulos de dívida soberana, como oportunidade de investimento para o excesso de capital monetário, agora na Zona Euro tiveram de ser “resgatados” orçamentos de Estado como antes foram “resgatados” bancos. As montanhas de dívida soberana da periferia europeia são apenas a outra face dos lucros gerados no centro justamente com base no endividamento. A pressão para o cumprimento do serviço da dívida está em manifesta contradição com a absoluta impossibilidade de o fazer. A acumulação para isso exigida, auto-sustentável e não induzida pelo crédito, já não é possível no nível actual de produtividade. Um corte da dívida, por outro lado, iria desvalorizar a riqueza acumulada com base no endividamento e agravar a crise."

Sumário e Editorial da Revista EXIT! nº 13 - Janeiro de 2016) Deutsch Resumos Italiano Resúmenes

A NECESSIDADE DE ACÇÃO

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2015 para 2016

"A crise segue o seu curso no quadro definido pelo contexto formal capitalista, nas costas dos actores que nela intervêm – independentemente do facto de ser percebida ou não. Ela surge em fenómenos contraditórios e tem de ser processada pelos indivíduos enfeitiçados na forma de sujeito. Formas imediatas de processamento aparecem nos extremos, tanto de uma cultura de boas-vindas, que se associa com o fechar dos olhos, como no pânico de raiva e vacuidade impotentes, que expressam o seu ódio em objectos variados.

A constituição específica do sujeito que tem de processar a crise incompreendida foi o foco do seminário da EXIT! deste ano, a partir de uma perspectiva psicanalítica. Estiveram em debate as correlações entre o carácter social narcisista pós-moderno, sem relações com o objecto, e a negação e recalcamento da crise. Mesmo o facto de a crise parecer óbvia, com os refugiados nos centros isolados, não desencadeia qualquer reflexão teórica. As aversões pós-modernas à certeza substancial e histórica continuam a revelar-se imperturbáveis e resistentes à perplexidade. Na era pós-moderna, juntamente com a negação da crise, emergiu um carácter social narcisista. Não em último lugar, este carácter social narcisista, que se expressa na obsessão do reconhecimento, na negação da objetividade e na impotência, torna-se uma barreira para a recepção da teoria radical da crise.

A psicanálise, como objecto da elaboração teórica da crítica da dissociação-valor, também pode, com a sua reflexão sobre as implicações psicodinâmicas do carácter social narcisista, esclarecer as barreiras e resistências que se opõem à teoria radical da crise na esquerda, nos movimentos sociais e na maioria dos indivíduos. A inclusão do plano psicanalítico é um passo essencial no desenvolvimento da teoria da dissociação-valor – especialmente tendo em conta a crise que continua a agudizar-se dramaticamente e que tem de ser processada pelos indivíduos."

A necessidade de acção - (Herbert Böttcher: Dezembro de 2015) Deutsch

Robert Kurz

VENDEDORES DE ALMAS

Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria

  

 

Nota Prévia: As disputas agudas no interior do campo designado com optimismo “crítica do valor” só relutantemente são percebidas por muitos receptores e receptoras. A consciência pós-modernamente contaminada evita qualquer confronto aberto e desejaria não se comprometer mesmo com nada. Gostar-se-ia sobretudo de, também no âmbito da pretensa teoria crítica, deixar que o falso pluralismo não vinculativo, baseado por assim dizer numa dieta vegan e que se tornou hegemónico na empresa de círculo de esquerda, pudesse continuar tranquilamente, porque na verdade já há muito tempo não se trata de outra coisa. Mas a crítica categorial não pode por princípio ser pacífica. Não se trata aqui de meras idiossincrasias pessoais. É essencial uma desavença irreconciliável de conteúdo, que também se refere à metodologia. A discussão aqui versará sobretudo sobre esta última.

Temos de lidar aqui, simultaneamente, com um problema social geral, que tem o seu papel no conjunto da esquerda e também foi reproduzido de um modo específico no contexto original da crítica do valor. A questão é a forma de mercadoria da própria crítica da forma de mercadoria – e que consequências se devem retirar deste paradoxo real. Se a revista vienense Streifzüge se torna o objecto da polémica, este produto deve ser considerado um mero exemplar do movimento interno da contradição entre forma e conteúdo da crítica categorial. Essa dialéctica está também num contexto sociológico, psico-social, epistémico e metodológico. Alguns momentos, já frequentemente mencionados apenas de passagem em artigos anteriores (pois o conflito não é inteiramente novo), sobre a qualidade de forma de mercadoria do publicismo da crítica radical da dissociação-valor, sobre a forma da acção pública e sobre a tipologia dos seus caracteres são aqui trazidos para um contexto sistemático maior.

Sumário:

Empresário independente pós-moderno e empresa de crítica de esquerda / Crítica do valor como oferta de mercadorias / O vendedor de bugigangas “de crítica do valor” / Uso múltiplo / O conta-assinantes / Bonzinhos descarados / Auto-promotores mostrando a fraqueza humana / Também eu estou entre as celebridades no panteão / O design é a mensagem / Política de slogans e terapia ocupacional para a clientela / Lirismo da preocupação como literatura de edificação / Para a metafísica de uma compreensibilidade comum / A síntese do encadernador / O princípio do Karaoke / “Apropriação” como mania de originalidade e validade aparentemente autónomas / O clique dos idiotas / O pequeno burguês “crítico do valor” como obra de arte total

Vendedores de almas - (Robert Kurz; Abril de 2010) Deutsch

Homo Sacer e os ciganos : uma resenha de Larissa Costa Murad

Homo Sacer e os ciganos: uma resenha de Larissa Costa Murad - (Julho 2015)

Roswitha Scholz 

Homo Sacer e Os Ciganos

O Anticiganismo – Reflexões sobre uma variante essencial e por isso esquecida do racismo moderno

Homo Sacer e os Ciganos

ANTÍGONA

«Nas relações patriarcais capitalistas, a dissociação-valor é o princípio fundamental de socialização, e não apenas o “valor”. A dissociação é um pressuposto para a formação do trabalho abstracto, tanto como este, inversamente, é também seu pressuposto. Existe uma relação dialéctica entre ambos, que se foi transformando no decurso de um processo histórico. Na Modernidade “a mulher” é considerada um “ser natural domesticado”. Pelo contrário, enquanto banido o cigano é livre como um pássaro (vogelfrei); encontra-se no exterior do mundo do trabalho e da lei, e precisamente nesta exclusão ele está dialecticamente incluído na forma jurídica, como homo sacer par excellence – sem dúvida de uma forma diferente da concepção burguesa da relação entre os sexos. Se a dissociação-valor como princípio fundamental se manifesta, por exemplo, no facto de se imaginar a cigana como prostituta, vagabunda e (não em último lugar) ladra, representando o pólo oposto à dona de casa virtuosa e mãe da Modernidade, esta circunstância prende-se com a existência como homo sacer, que representa a “lei” autêntica e fundamental da socialização da dissociação-valor na forma da ausência da lei. Importante é também que a forma feminina, portanto a imagem da cigana, não por acaso representa o cigano enquanto tal, circunstância que deve lembrar que as modernas ideias sobre os papéis dos sexos também contribuíram para a constituição das relações ciganas aparentemente autóctones.»

Homo Sacer e "Os Ciganos"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº4 Junho de 2007 Deutsch

Robert Kurz

WOLPERTINGER NO PARQUE JURÁSSICO

A regressão imparável dos círculos da esquerda radical alemã  

"Os fantasmas que andam por aí não são originais, mas dinossauros bonzai, resquícios de um passado glorioso que não chegam aos calcanhares do objecto da sua idolatria. É que Lenine e os verdadeiros coriféus do passado foram, no seu tempo, tudo menos papagaios dos esplendores passados de movimentos e revoluções mas, sim, revolucionários da teoria. E hoje, o que está na ordem do dia, é a revolução da crítica do valor, e não a nostalgia teórica.

Será que os diversos sósias do marxismo do movimento operário acreditam mesmo que podem incutir, uma vez mais, uma "consciência de classe adequada" a um aglomerado social feito de desempregados permanentes, mães solteiras dependentes das prestações da segurança social, sociedades anónimas unipessoais, trabalhadores apenas aparentemente independentes, empresários do pão que o diabo amassou, trabalhadores temporários, aristocratas operários da indústria de armamentos, burocratas sociais da administração de crise etc.? Acreditam mesmo que podem, uma vez mais, recorrer à resistência social sob o rótulo da "luta de classes"? Acreditam mesmo poderem, uma vez mais, abarcar um capitalismo globalizado em função dos imperativos da economia industrial com os conceitos dos imperialismos nacionais? Acreditam mesmo ser-lhes possível reivindicarem, uma vez mais, num mundo marcado pela sobreacumulação estrutural, por crises de dívida e por um capital fictício globalizado, a "mais-valia usurpada" para a "classe criadora de todos os valores", o que, de qualquer forma, sempre foi mais a opção de Lassalle que a de Marx? Acreditam mesmo poderem formular como objectivo socialista, após o colapso da "modernização recuperadora", uma vez mais uma "produção de mercadorias planificada" instituída por um "estado operário"? Quando a esquerda restante, incapaz de renovar a crítica do capitalismo com recurso à crítica do valor, cacareja, na falta de outros conceitos, "luta de classes", em nada contribui para um desenvolvimento ulterior dos esboços de um movimento social.

A regressão em curso de uma esquerda que, na realidade, há muito tempo que deixou de ser radical, já nem sequer pode ser designada, segundo a tão esforçada sentença de Marx, como a farsa que se segue à tragédia. É que a farsa já passou. Quando a "nova esquerda" celebrou, por ocasião das greves de Setembro de 1969 na indústria automóvel, a "redescoberta da classe operária", já se tratava de um malentendido histórico grosseiro. Hoje não existe qualquer manifestação social real que convide a um revivalismo das palavras de ordem do marxismo do movimento operário. Trata-se de uma necessidade puramente ideológica de uma esquerda residual atolada no passado, do mero produto da decomposição de um edifício de ideias em dissolução."

Wolpertinger no Parque Jurássico - (Robert Kurz; Dezembro de 2003) Deutsch

Roswitha Scholz 

Self-Service Canibalesco

Na homepage da revista Streifzüge foi reproduzida a 29 de Abril de 2015 uma homenagem a Robert Kurz publicada antes em Nachdenkseiten, com o título Das Nirwana des Geldes. Zum Gedenken an Robert Kurz [O nirvana do dinheiro. Em memória de Robert Kurz], de Götz Eisenberg. Há aqui uma usurpação fraudulenta de Robert Kurz, como que um self-service canibalesco. Robert Kurz, desde a cisão da Krisis em 2004 até à sua morte em 2012, nunca se cansou de atacar uma crítica do valor redutora que, escaqueirada e com carga vitalista, se esforça por obter um "impacto alargado", de maneira populista. Sobretudo no texto Seelenverkäufer. Wie die Kritik der Warengesellschaft selbst zur Ware wird [Vendedores de almas. Como a crítica da sociedade das mercadorias se torna ela própria uma mercadoria], ele submeteu a uma severa crítica o auto-entendimento e a orientação pluralista da Streifzüge, como exemplo do “movimento interno da contradição de forma e conteúdo da crítica categorial”.

Esta crítica é silenciosamente ignorada pela Streifzüge e sugere-se que Robert Kurz tenha sido sempre um dos "seus". Isso decorre também da ideia de Robert Kurz dada após o texto, ao apresentá-lo como "co-editor  da revista Krisis e membro do grupo com o mesmo nome até este se partir em conflitos internos". Nem uma palavra da Streifzüge sobre o facto de esses "conflitos internos" terem por conteúdo não em último lugar uma popularização problemática e de isso ter levado à criação da revista teórica EXIT!. Para se ter uma ideia da relação entre Robert Kurz, que de facto já não se pode defender, e a Streifzüge, e para prevenir a doença de Alzheimer, mais uma vez se remete vivamente para o texto Seelenverkäufer [Vendedores de almas] de 2010, bem como para toda a rubrica Zur Kritik der verkürzten Wertkritik [Para a crítica da crítica do valor redutora] (1) na homepage da EXIT!, onde também outros autores e autoras apresentam contribuições sobre este tema.

Roswitha Scholz pela Redacção da EXIT!

(1) Dos 12 textos da rubrica estão traduzidos para português dois: DEAD MEN WRITING. Instruções de uso: como transformar a crítica emancipatória num objecto especulativo ao serviço da reprodução pessoal dum bando da intelligentsia lumpen e O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO. “Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital (Nt. Trad.)

Self-Service canibalesco - (Roswitha Scholz: Maio 2015) Deutsch Italiano

Boaventura Antunes

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa 9-10 Outubro 2015

"O terramoto hoje em curso não é local, é universal. E muito mais sofisticado, pois não são as camadas geológicas que colapsam, mas as estruturas sociais acumuladas inconscientemente nos últimos séculos que se revelam ocas e vêm abaixo quando menos se espera. Faltando o trabalho na produção de bens e serviços não há quem os compre, a não ser a crédito. Faltando o dinheiro, caem as empresas e os Estados.

Os sete mil milhões de homens, mulheres e crianças que povoam o planeta têm de continuar a viver, a estudar, a viajar e a fazer o que precisam para construir as suas vidas socialmente, haja ou não trabalho, haja ou não dinheiro.

Estão vivas e vivos. É delas e deles que é preciso cuidar.

E as instituições que se revelarem incapazes de cuidar delas e deles é que precisam de ser enterradas. E nem vale a pena chorar tais mortos, pois afinal não são gente."

Intervenção no XVIII Congresso do Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas, Lisboa - (Boaventura Antunes; Outubro de 2015)

DINHEIRO

Da crítica social à crítica categorial

"Desde os anos oitenta do século XX vem-se aprofundando uma crítica social que procura ir além da crítica política e moral à gestão do dinheiro para reflectir sobre os limites e incongruências da coisa em si. Constata-se basicamente que esta sociedade baseada no trabalho e no dinheiro é vítima do seu próprio sucesso, deixando de fora cada vez mais seres humanos, tornados supérfluos para a produção de bens vendáveis. Neste contexto desempenha um papel especial a “revolução microelectrónica” que pela primeira vez na história do capitalismo suprime mais postos de trabalho do que é possível criar pela expansão intensiva e extensiva dos mercados.

Nos 10 pontos que seguem socorro-me sobretudo do último livro de Robert Kurz, Dinheiro sem valor, de 2012, cuja introdução conclui lapidarmente que “o dinheiro é a manifestação fulcral da essência; ele é categoria e, ao mesmo tempo, fenómeno palpável, encruzilhada da história e objecto visível da abolição. É por isso que é neste objecto que a determinação categorial negativa pode destruir com maior acutilância a exaltação positivista dos factos e a tacanhez fenomenológica.”"

Dinheiro: Da crítica social à crítica categorial - (Boaventura Antunes; Setembro de 2015)

Richard Aabromeit

QUE ESCOLHA RESTA À GRÉCIA DEPOIS DAS ELEIÇÕES?

Πἁντα ῥεῖ – apenas na Grécia não?

  Que escolha resta à Grécia depois das eleições? - (Richard Aabromeit; Setembro de 2015) Deutsch

Roswitha Scholz 

El Patriarcado Productor de Mercancías.

Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género

El Patriarcado Productor de Mercancías. Tesis Sobre Capitalismo y Relaciones de Género (pdf) - Roswitha Scholz; Agosto 2013 Deutsch

Anselm Jappe

OS SITUACIONISTAS E A SUPERAÇÃO DA ARTE: O QUE RESTA DISSO APÓS CINQUENTA ANOS?

Os situacionistas e a superação da arte: O que resta disso após cinquenta anos? EXIT! nº 8 - (Anselm Jappe; Julho de 2011) Deutsch

Johannes Bareuther

O ANDROCENTRISMO DA RAZÃO DOMINADORA DA NATUREZA (1ª PARTE)

Natureza demoníaca e natureza mecânica

Quando, no século XVII, figuras como Francis Bacon, Galileu e Descartes formularam o programa e as primeiras versões dum novo conhecimento da natureza na forma de leis e da correspondente filosofia mecanicista, as atrocidades patriarcais da caça às bruxas atingiam o seu auge na Europa. O texto reflecte sobre esta coincidência histórica marcante. Revela-se que, na realidade, a ciência mecânica da natureza fica a dever-se essencialmente à socialização do valor que se impôs ao mesmo tempo, como já Eske Bockelmann demonstrou. Além disso, porém, também podem ser apontados os vestígios do crime fundador do patriarcado produtor de mercadorias, por assim dizer da “dissociação sexual original”, nas categorias e figuras da nova concepção da natureza. Vestígios que serão apresentados ao longo do texto, em conexão conceptual com a dialéctica entre a dominação interna e externa da natureza e a correspondente dinâmica do sujeito burguês masculino, podendo a dissociação sexual ser assim reconhecida como condição constitutiva da ciência moderna.  (Apresentação na Revista EXIT! nº 12)

1. A derivação da revolução científica feita por Bockelmann a partir da análise da forma de pensar * 2. Separações estruturais na relação com a natureza * 3. Francis Bacon como propagandista da razão dominadora da natureza * 4. A caça às bruxas como crime fundador do patriarcado produtor de mercadorias e o seu papel no estabelecimento da racionalidade científica * 5. Resumo e visão histórica

O androcentrismo da razão dominadora da natureza (1ª parte) EXIT! nº 12 - (Johannes Bareuther; Novembro de 2014) Deutsch

Robert Kurz

Dinheiro sem valor

Linhas gerais para a transformação da crítica da economia política

Dinheiro sem Valor

ANTÍGONA

"A lavandaria automática do capital também parece ter deixado de funcionar. Na realidade, os guardiões institucionais do graal do capitalismo estão a adiar o choque da desvalorização mais que devido, com recurso a métodos cada vez mais aventurosos, porque, no mínimo, intuem que com ele todo o sistema mundial entraria em colapso e, no sentido da economia do capital, apenas restaria terra queimada. Nesta medida, as elites, dispostas a qualquer crime a que uma situação de emergência obrigue, ainda dão provas de uma maior consciência da realidade do que os marxistas residuais e os pós-marxistas – e, mais que todos, Michael Heinrich. Paradoxalmente, ele está aqui em conformidade com, nem mais nem menos, os ideólogos neoliberais hardcore cegos à realidade que, relativamente ao “ajustamento”, se deixam levar pela mesma ilusão e, por isso, exigem que as medidas de resgate sejam abandonadas para que a “natureza” possa finalmente seguir o seu curso. Por outras palavras: a sua tese do “ajustamento” [Bereinigung] revela ser ideologia tão pura e dura como a tese ultraliberal do “ajustamento”

Dinheiro sem valor (Prefácio e Índice) - (Robert Kurz; Maio de 2012) Deutsch

Cap. 20 - O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

 Tomasz Konicz 

MAIS UMA VEZ SE PÕE A QUESTÃO

Quando estoura a grande bolha de liquidez em que está preso o sistema financeiro mundial?

Mais uma vez se põe a questão - (Tomasz Konicz; Junho de 2015) Deutsch

ESTARÁ A CHINA NA IMINÊNCIA DE UM COLAPSO?

O crescimento da economia chinesa financiado pelo endividamento não aguenta mais

Estará a china na iminência de um colapso? - (Tomasz Konicz; Maio de 2015) Deutsch

Roswitha Scholz 

A IMPORTÂNCIA DE ADORNO PARA O FEMINISMO HOJE

Retrospectiva e perspectiva de uma recepção contraditória

Neste artigo Roswitha Scholz mostra que na teoria feminista se manteve a capacidade de chegar a uma crítica da forma do patriarcado capitalista até à segunda metade da década de oitenta. Em vez disso passou-se para padrões de pensamento formais e sociologistas. Scholz esclarece aqui a importância de Adorno para a crítica da dissociação-valor, ainda que ele parta apenas da troca e não do valor (mais-valia) como princípio social fundamental, e muito menos eleve a relação hierárquica de género na configuração da dissociação-valor à posição de conceptualidade basilar da sociedade, tratando-a de modo meramente descritivo e como tal a criticando. Scholz também assume de Adorno para a crítica da dissociação-valor a rejeição de um pensamento restringido à lógica da identidade, o que significa além do mais que esta crítica tem de ter em conta as diferentes disparidades sociais. Enquanto isto pertence ao cerne da crítica da dissociação-valor, a partir das contradições da lógica da troca ou do valor só se consegue obter uma crítica da lógica da identidade quando muito à força. Assim, a crítica da dissociação-valor impulsiona para lá de si mesmo não só a Adorno, mas também a ela própria. Ela tem de pôr-se a si mesma em questão para fazer jus à sua essência íntima. Assim se põe em causa o iluminismo. Embora também a crítica da dissociação-valor em certo sentido assente ela própria no iluminismo, ela não exclui uma crítica radical do mesmo. Na crítica da dissociação-valor decide-se designadamente ir ao mesmo tempo radicalmente para lá do pensamento iluminista, mesmo até para lá da dialéctica negativa de Adorno, para manter em aberto a possibilidade – em primeiro lugar de modo apenas conceptual e abstracto – de futuras formas de pensar e de viver não capitalistas nem patriarcais. (Resumo na Revista EXIT! nº 10)

A importância de Adorno para o feminismo hoje - (Roswitha Scholz: EXIT! nº 10 Dezembro 2012) Deutsch

Robert Kurz

A LUTA PELA VERDADE

Notas sobre o mandamento pós-moderno de relativismo na teoria crítica da sociedade

Um fragmento

Nota prévia editorial: O presente texto constitui um fragmento do espólio de Robert Kurz. É aqui publicado sem qualquer tratamento editorial prévio. Anotações entre parênteses e espaços em branco entre parágrafos foram assim deixados pelo autor e apontam para exposições que Robert Kurz já não pôde elaborar.

Fragmento póstumo, dirigido contra o mandamento pós-moderno de relativismo na teoria crítica da sociedade. Este mandamento é identificado como resultado da incerteza transitória, no final da época burguesa, em que também o campo de crítica do capitalismo legitimado com as ideias de Marx se apresenta muitas vezes como uma espécie de labirinto para quem está de fora. A resposta pós-moderna a esta situação consiste agora em viver a "perda de todas as certezas" não porventura como problemática, mas em elevá-la a dogma, a nova garantia de salvação, cuja promessa de felicidade consiste em já não ter de se comprometer com nada e deixar tudo em aberto. Qualquer posição determinada, que desde logo não reconheça também o seu contrário, é acerbamente criticada por este dogma. Mas essa imprecisão e ambiguidade não podem ser mantidas por tempo ilimitado porque a própria gravidade da situação de crise está a obrigar a uma definição. O pensamento pós-moderno, ao rejeitar uma nova clareza ou definição de conteúdo e pretendendo ver justamente nessa rejeição o novo em geral, está apenas a apelar ao potencial de barbárie nele adormecido, sendo apanhado de surpresa pela sua própria decisão infundamentada. (Resumo na Revista EXIT! nº 12)

Conflitos sobre a verdade * Da teorização da política à politização da teoria * (Da politização do privado à privatização do político) * Na ordem do dia estão a táctica, a estratégia, o mimetismo, a camuflagem * O dogma "anti-dogmático" da pós-modernidade * O apertar do parafuso * O lugar na história como campo de batalha das ideias * Linguistic turn * Totalitarismo da linguagem e coisa em si * (Anti-essencialismo) * (A atitude existencial) * (Subjectivismo estrutural) * (A falta de fundamentos da narrativa, construção/desconstrução e discurso) * (Crítica da objectividade negativa ou positivismo do discurso?) * (Relativismo histórico e pós-história) * (Esclarecer o adversário e esclarecer-se si mesmo) * (Negar a objectividade da verdade) * (Do positivismo dos factos ao positivismo da narrativa, da construção e do discurso) * (História da formação e história interna) * (Relativismo estrutural, sem conceito da totalidade) * A história como campo de batalha das ideias, as ideias como armas da história (Os títulos entre parêntesis são de capítulos que não chegaram a ser elaborados: Nota do trad.)

A luta pela verdade - (Robert Kurz: Exit! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

APÓS POSTONE

Sobre a necessidade de transformação da ‘crítica do valor fundamental'. Moishe Postone e Robert Kurz em comparação – e a crítica da dissociação-valor

No texto são postas em destaque as diferenças entre Kurz e Postone do ponto de vista do “individualismo metodológico" (incriminado por Kurz). Expressas em termos esquemáticos, essas diferenças funcionam assim: enquanto Kurz insiste em ler “O Capital” como um todo e só depois observar a forma da mercadoria, situação em que o terceiro volume de “O Capital” assume importância, justamente para o processo das categorias reais de um colapso/decadência do capitalismo hoje observável também empiricamente, Postone agarra-se às primeiras 150 páginas de “O Capital” e desenvolve a partir daí o curso do capitalismo, sem consequências em termos de teoria da crise. Postone recorre basicamente à forma da mercadoria, Kurz à forma do capital. Ao mesmo tempo, Postone defende implicitamente um ponto de vista que tende a ser ideologicamente complacente com a classe média, não em último lugar porque coloca em primeiro plano sobretudo a ecologia, enquanto Kurz, bem consciente da questão ecológica, desmascara simultaneamente os interesses de classe média como ideologia; em Postone, no fundo, existe um "limite interno" apenas no plano da ecologia, mas não no da economia. Posto isto, Postone e Kurz (pelo menos no seu último livro "Dinheiro sem Valor") movem-se ambos no plano do capital como processo total. O plano da "dissociação do feminino" em relação ao valor (mais-valia), entendido em termos de dialéctica negativa, não surge em nenhum deles ou surge apenas secundariamente. Da perspectiva da crítica da dissociação-valor, no entanto, os diferentes planos, o plano material, o cultural-simbólico e – last, but not least – o psicanalítico terão de ser relacionados entre si, em seu entrelaçamento dialéctico e simultânea separação, no seu desenvolvimento processual. Só assim poderá ser suplantada a totalidade negativa, para além do individualismo metodológico androcêntrico, bem como do universalismo androcêntrico, que na realidade caracteriza essencialmente a decadência de crise do patriarcado capitalista. (Resumo na Revista EXIT! nº 12)

Introdução * A argumentação de base de Postone * Individualismo metodológico, estrutura-acção e afins * Forma da mercadoria e forma do capital * Dinheiro – circulação – forma do capital – mais-valia * Relação entre trabalho abstracto e trabalho concreto * Tempo abstracto, tempo histórico concreto, tempo biográfico, tempo do mundo do dia-a-dia e tempo concreto do colapso do capitalismo * Sujeito revolucionário e socialização de classe média * Dissociação-valor, totalidade fragmentada e disparidades sociais: algumas observações necessariamente incompletas sobre o contexto da dissociação-valor como contexto social basilar

Após Postone - (Roswitha Scholz: EXIT! nº12 Novembro 2014) Deutsch

Udo Winkel

A I GUERRA MUNDIAL

"No centenário da eclosão da I Guerra Mundial surgiu uma enchente de análises e literatura de memórias. Ela é repetida e incorrectamente designada como “ruptura civilizacional”, embora o capitalismo se tenha desenvolvido com violência brutal desde o seu nascimento na “acumulação primitiva” (Marx). Só a dimensão mudou, com artilharia, gás venenoso e depois também aviões e tanques."

A I Guerra Mundial - Udo Winkel:  EXIT! nº 12 Novembro de 2014) Deutsch

Roswitha Scholz

VIVA O FETICHE!

 

Sobre a dialéctica da crítica do fetichismo no actual processo de ‘Colapso da modernização’. Ou: quanto establishment pode suportar a crítica social radical?

O texto examina em que medida a crítica do fetichismo no actual capitalismo em colapso não constitui ela própria o pano de fundo da ideologia de crise. Se outrora a crítica do fetichismo foi determinada por existências de bastidores, hoje ela existe nas mais diversas cores e formas. Não apenas está infiltrada no discurso da esquerda, mas ocupa mesmo círculos burgueses. E corre cada vez mais o risco de se tornar parte da administração da crise e dum novo entrepreneurship (empreendedorismo). O/a crítico/a do fetiche há muito se move num novo contexto de rede oportunista, no declínio do capitalismo, o que ele/ela no fundo também sabe. Em vez disso, será bom ganhar distância em relação à própria história teórica, insistir numa dialéctica de crítica do fetiche e continuar “loucamente” a intervir no sentido do reconhecimento intransigente de uma necessária "ruptura categorial ou ontológica" (Robert Kurz). Por isso é preciso olhar com desconfiança as soluções simples, em termos de uma crítica da dissociação-valor rebaixada, tanto no contexto do seu tratamento científico como também na forma de pseudo-concepções práticas. (Resumo na Revista EXIT! nº 12)

1. A Nova Leitura de Marx – breve história da crítica do fetichismo desde 1965 e sua multiplicação/massificação hoje * 2. O "Novo espírito do capitalismo", o "Eu empresarial" e a crítica do fetichismo * 3. Crítica do fetichismo e vida académica * 4. Crítica do fetichismo, verdade e conteúdo * 5. Feminismo e crítica do fetichismo * 6. A vontade de viver o mais possível “de modo não fetichista”… * 7. Resumo: crítica do fetichismo como processamento da contradição ou crítica radical?

Viva o Fetiche! - (Roswitha Scholz; Exit! nº 12 Novembro de 2014 Deutsch

Robert Kurz

O sacrifício e o regresso perverso do arcaico

«Este fantasmático sistema do “trabalho abstracto” como forma de movimento da “riqueza abstracta” está no mundo, mas não é deste mundo. Não é nenhum deus, mas o sacrificado que despertou para uma vida própria sintética, deveras fantasmal. Nunca ninguém viu fisicamente deus nenhum, mas o dinheiro transcendentalmente autonomizado pode tocar-se com a mão e até meter na boca, caso se queira. No entanto, continua a ser um extraterrestre. A sua redução a impulsos de lançamento electrónicos, por seu lado, nada altera no apriorismo transcendental; não é por isso que se evapora rumo ao céu. O que são as fantasias mais audaciosas da ficção científica perante esta monstruosidade histórica? O capitalismo não é nenhuma religião, mas sim a dissolução de toda a religião num movimento sacrificial terreno autonomizado: o fetiche do capital. Os fins limitados e imanentemente compreensíveis, diversos e, numa fase inicial, surgidos separadamente, da história da transformação e da constituição (revolução militar, protestantismo, evasões do emaranhado das relações de obrigação pessoais) confluíram, à medida que eram postos em prática, numa autopoiesis objectivada, ou seja, na dominação absurda sobre os humanos de um objecto por eles próprios criado. O “domínio do Homem sobre o Homem” de Marx já não é imediato, constituído de forma pessoal-sacral, mas a função objectivada de uma sujeição a essa tal acumulação como fim-em-si da antiga objectualidade do sacrifício.

Nesta perspectiva, também a revolução religiosa do cristianismo e as suas consequências desde a Antiguidade tardia se apresentam a uma outra luz. Na figura de Cristo, é o próprio Deus que se sacrifica para libertar os humanos da sua velha “culpa”. Aqui ocorre uma transformação simbólica da divindade transcendente na vítima terrena e física, ou seja, uma inversão no sentido oposto. Esta transformação é incompleta e ambivalente: incompleta porque a passagem de Deus à imanência terrena continua a ser inconsequente e a transcendência se mantém (daí também a materialização apenas do “filho” e a sua recuperação para o seio da transcendência através da “ascensão aos céus”); e ambivalente na medida em que a promessa da redenção total da eterna “culpa” está, ao mesmo tempo, associada a um regresso, se bem que apenas simbólico, do sacrifício humano arcaico, isto é, do Deus tornado Homem – tudo isto representado na simbologia “canibal” da ceia com a carne e o sangue de Cristo. Este aspecto criou repulsa e horror no mundo da Antiguidade tardia, devido à aparência de regressão a uma crueldade ritual arcaica, ao passo que a promessa de salvação a tal associada, por outro lado, também exercia uma tremenda atracção.»

O sacrifício e o regresso perverso do arcaico (Dinheiro sem valor) - (Robert Kurz: Maio de 2012) Deutsch

FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE

Objecções da crítica da dissociação-valor a algumas abordagens da actual crítica feminista da economia

 

Feminismo - Capitalismo - Economia - Crise - (Roswitha Scholz; EXIT! nº11 Julho 2013) Deutsch

Robert Kurz

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Segunda parte

"Nenhuma crise histórica no capitalismo pode ser derivada de “lutas voluntárias” imediatas; mas a nova crise económica mundial iniciada no Outono de 2008 muito menos que qualquer das anteriores. Pois aqui já nem sequer superficialmente é possível construir uma conexão causal real com “lutas” ou com “políticas” conscientes, ou quando muito só por meio de fantasmagorias óbvias. O estourar das bolhas financeiras, a falência do Lehman Brothers e o que se seguiu não foi um complot do empire, nem sequer foi devido à mínima “luta social”, tanto nos EUA como noutros lados. Isso até os normalizados construtores de casinhas da Opel e os faz-tudo do submundo da esquerda radical compreendem. Por isso a ideologia de crise subjectivista, perante esta situação, tem de cair no apelo puramente mistificatório a um “nós” ideológico, na realidade dificilmente existente.

 

Nisto é bom sobretudo John Holloway que reintroduziu o conceito marxiano de fetiche novamente no pós-operaísmo apenas para o falsificar e minimizar “à maneira existencialista” como determinação de um epifenómeno solto. A total incapacidade para explicar a crise e o seu carácter histórico reinterpreta depois a própria impotência perante a objectivação capitalista como uma força criadora francamente divina: “A fúria da dignidade coloca-nos no centro. Nós produzimos o mundo com a nossa criatividade, com a nossa actividade. Somos nós também que produzimos o capitalismo que nos mata: por isso sabemos que podemos deixar de produzi-lo. Somos nós que produzimos a actual crise do capitalismo, ou melhor, nós somos a crise do capitalismo” (Holloway 2008, 17, destaque de Holloway). O facto de “todos nós” (o “nós” seriam então todos os membros da sociedade sem excepção) reproduzirmos o capitalismo e produzirmos a sua crise, uma vez que “nós” levamos a nossa existência no interior da sua constituição, é aqui retirado da objectivação subjacente e reinterpretado como fantasia de omnipotência subjectiva imediata, que só pode ser designada infantil e da qual não há qualquer consequência. Este “nós” constitui obviamente um mistificador plural majestático merecedor de escárnio. Se NÓS assim na NOSSA magnificência produzimos o mundo, então também somos NÓS que produzimos o capitalismo e mais ainda a sua crise porque NÓS em todo o caso já somos e fazemos sempre tudo. Mas, meu Deus, aqui para nós: não teríamos NÓS podido poupar a produção do capitalismo, se NÓS em todo o caso também produzimos a sua crise e a sua abolição? Ou servirá tudo isto apenas para NOSSO entretenimento porque NÓS na NOSSA superioridade houvemos por bem sentir aborrecimento?"

Crise e Crítica (Segunda parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 11 Julho de 2013) Deutsch

 

CRISE E CRÍTICA

O limite interno do capital e as fases do definhamento do marxismo.

Um fragmento. Primeira parte

  

«Desde o Outono de 2008 que toda a gente fala de uma “crise secular” do capitalismo. Mesmo se o seu desenvolvimento ou ponto de partida não estão de modo nenhum bem estabelecidos e se as primeiras expressões de um verdadeiro pânico há muito foram novamente misturadas com mensagens de confiança baseadas no curtíssimo prazo, mesmo assim uma coisa parece clara: o abalo económico global aponta para um contexto causal profundo até aqui escondido. Representa um corte qualitativo, em paralelismo fatal com o colapso do socialismo de Estado 20 anos antes. Tal como então, do novo “fim de uma época” sairá um mundo profundamente modificado e tudo menos estável.

 

Nesta nova situação histórica, a teoria de Marx, já declarada morta repetidas vezes, ganha uma inesperada actualidade; e naturalmente em particular a teoria da crise. No entanto não se pode aqui recorrer a qualquer fundo seguro. A obra de Marx, numa multiplicidade de textos heterogéneos, atravessou uma história de interpretações ou “versões”, sempre mediada com a história do capitalismo e dos movimentos sociais surgidos nos diferentes níveis de desenvolvimento. Cada “fim de uma época” neste processo global exige um corte na interpretação teórica e no posterior desenvolvimento da teoria. Isto aplica-se também à teoria da crise. Por isso a nova crise económica mundial depara com um mosaico intrincado no campo de debate em torno da teoria de Marx que exige um processo de esclarecimento. O que não se consegue sem um conflito teórico, em que os diferentes padrões de interpretação se confrontem a fim de serem sintetizados e explicados na sua condicionalidade histórica.

 

O texto aqui apresentado está no contexto de uma elaboração teórica que desde os anos de 1980 procura reformular a crítica da economia política e tem assumido uma posição destacada justamente na teoria da crise. Esta abordagem teórica apresentou-se inicialmente com o rótulo de “crítica do valor”. Assim se faz referência às numerosas passagens de Marx que definem o capitalismo fundamentalmente como “o modo de produção baseado no valor”. Daí se conclui que a crítica do capitalismo só pode ser crítica radical do valor; ou seja, uma crítica e suplantação teóricas e em perspectiva práticas do contexto basilar formal e funcional deste modo de produção e de vida, tal como ele se apresenta nas categorias do trabalho abstracto, da forma do valor e da mercadoria, do dinheiro, do capital (valorização do valor como “sujeito automático”), do mercado e do Estado, contexto esse que foi definido por Marx como uma relação fetichista autonomizada face aos actores sociais.»

Crise e Crítica (Primeira parte) - (Robert Kurz; Exit! nº 10 Outubro de 2012) Deutsch

A Guerra de Ordenamento Mundial

O Fim da Soberania e as Metamorfoses do Imperialismo na Era da Globalização

"O papel da teoria crítica não pode ser o de inventar "planos de paz" para o Próximo Oriente com base no "realismo" capitalista. Sobre esta base, de qualquer modo, não haverá nunca paz em lado nenhum. O papel da teoria crítica é a análise incorruptível das relações sociais, da qual resulta como consequência imanente a crítica radical destas relações. Neste sentido, relativamente às complexas relações entre a ideologia de crise anti-semita (em todo o mundo, no Ocidente e especialmente também na Alemanha e na Áustria), a evolução social em Israel e o chamado conflito da Palestina, só pode tratar-se de ligar a defesa da existência de Israel ao apoio da esquerda secular israelita e a uma luta comum contra o processo de barbarização do sistema produtor de mercadorias a nível mundial.

Esta necessária ligação tem o seu conteúdo objectivo precisamente na defesa primária de Israel, como existência tornada Estado da resistência contra a síndrome global do anti-semitismo; pois esta existência encontra-se ameaçada, não só a partir do exterior, mas também a partir do interior. Nos anos noventa ocorreu uma ruptura na sociedade israelita, que até coloca fundamentalmente em questão a referência comum à memória do Holocausto. Assim declarava o rabino ultra Chaim Miller: "A nossa intenção é de uma estrita separação entre crentes e não crentes na questão do Holocausto" (cit. de: Der Spiegel 8/1995). O chefe do partido ultra-religioso Agu-dat-Israel, Mosche Feldmann, "exigiu a instituição de um lugar de memória alternativo para os crentes" (ibidem). Esta dissociação ameaça os judeus seculares vítimas dos nazis de serem eliminados até da memória: as "verdadeiras" vítimas já são então apenas os estritamente religiosos, tal como os "verdadeiros" judeus vivos devem ser apenas os ultras. Uma tal deslegitimação interna do projecto sionista põe em questão o lugar histórico de Israel, uma vez que os critérios de inclusão e exclusão são fundamentalmente deslocados e o fundamento (negativo) da legitimação deixa de ser o anti-semitismo global, para o seu lugar ser ocupado por um etno-nacionalismo positivo, excluidor da esquerda judaica secular.

Não é de prever que a curto ou médio prazo Israel possa ser vencido militarmente em sentido tradicional pelo mundo árabe, que ficou muito para trás em termos capitalistas. Em vez disso, Israel está a ser posto em causa pela pulsão de morte da razão capitalista, tanto a partir do exterior como do interior; por comandos suicidas, porventura com cargas explosivas atómicas ou biológicas, bem como pela autodestruição teocrática e racista. O calculismo do imperialismo ocidental do petróleo poderia aceitar precisamente uma destruição violenta da sociedade israelita a partir de dentro como pretexto para uma reorganização regional, que simultaneamente deixaria o caminho livre à ideologia de crise anti-semita no próprio Ocidente."

A crise do sistema mundial e o novel vazio conceptual - (Robert Kurz; Janeiro de 2003) Español English

As Metamorfoses do Imperialismo - Capitulo I - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Español English

Os Fantasmas Reais da Crise Mundial - Capitulo II - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

O Império e os Seus Teóricos - Capitulo VII - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

A Guerra de Ordenamento Mundial - Bibliografia - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

Roswitha Scholz 

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz

El "Patriarcado Productor de Mercancías": la teoria del valor-escisión de Roswitha Scholz: (Álvaro Briales Conseco; Outubro 2013). pdf)

El "patriarcado productor de mercancías" debate con Roswitha Scholz em Madrid (áudio); Novembro 2013 Deutsch

Robert Kurz

A HISTÓRIA COMO APORIA

Teses preliminares para a discussão em torno da historicidade das relações de fetiche

(3ª Série)

SINOPSE: 1. A abordagem da teoria da história para além do marxismo tradicional/ 2. A problemática do conceito de história como constructo moderno/ 3. Aporias solúveis e insolúveis/ 4. A crítica radical da modernidade não pode deixar de ter uma teoria da história/ 5. Dissociação e fetiche/ 6. Capitalismo e Religião/ 7. Sobre o conceito de relações de fetiche/ 8. Metafísica, transcendência e transcendentalidade/ 9. Da divisão de épocas ao relativismo da história/ 10. Alinhar com o processo de desmoronamento da filosofia burguesa da história?/ 11. Que significa pensar contra si mesmo?/ 12. A dialéctica da teoria da história em Adorno/ 13. Crítica do conhecimento da teoria da dissociação e crítica do conceito de história/ 14. Teoria negativa da história e programa de desontologização/ 15. Um novo conceito de unidade entre continuidade e descontinuidade/ 16. Conceitos afirmativos da reprodução e conceitos histórico-críticos da reflexão/ 17. Ruptura ontológica e “superavit crítico [kritischer Uberschuss]”/ 18. Insuficiências e conteúdos de ideologia alemã, reaccionários, da hermenêutica da história/ 19. Fossilização ontológica como vingança da dialéctica/ 20. Consequências possíveis: pose neo-existencialista, decisionismo, reformismo neo-verde.

  A História como aporia (3ª série) - Robert Kurz; Maio de 2007 Deutsch

A História como aporia (2ª Série) - Robert Kurz; Setembro de 2006 Deutsch

A História como aporia (1ª Série) - (Robert Kurz; Agosto de 2006) Deutsch

Robert Kurz

CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA E VERDE É A TEORIA

O problema da práxis como evergreen de uma crítica truncada do capitalismo e a história das esquerdas

«A necessidade de aliviar-se “de qualquer maneira” na prática e de um activismo que não quer receber e continuar a exercer a teoria enquanto tal, mas que a quer “realizar” de forma imediatamente prática, e que a apreende em geral a priori num “horizonte de aplicação” parece ser tão forte como a necessidade de urinar. Assim sendo, deter-se “na” teoria provoca um mal-estar semelhante a uma bexiga cheia, mesmo quando ainda não se empreendeu nem se apreendeu muito do ponto de vista teórico. Antes de se entregar à nova problemática da reflexão, antes de desenvolver um pensamento teórico em geral, já não é possível segurar-se e já se quer passar a “vias de facto”, o que geralmente acaba por sujar a roupa. O importante é que seja “prático”. Uma tal incontinência no tocante à tão invocada relação entre teoria e práxis aponta para um entendimento truncado, e arraigado no marxismo tradicional, um entendimento que sempre liga a reflexão teórica a uma “capacidade de acção” ou a uma práxis já pré-estabelecida. A teoria crítica deverá então ser, por um lado, um “manual de instruções para a acção”, merecendo, nesse sentido, gozar de estima; mas, por outro lado, como algo inferior e não-autónomo perante a ominosa “práxis”, ela só deverá ter validade na relação de aplicação.`»

Cinzenta é a Arvore Dourada da Vida e Verde é a Teoria - (Robert Kurz; EXIT! nº 4 Junho de 2007) Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

De modo tão ilusório como na "questão da mulher", neste contexto o Ocidente também é apresentado como ultra-aberto no que diz respeito ao comportamento sexual, à homossexualidade masculina e feminina etc. A tolerância superficial face aos trans-flexi pretende esconder o facto de que, mais do que permitir diferentes orientações sexuais, o objectivo é impor identidades compulsoriamente flexíveis compatíveis com a globalização e perfeitamente economificadas sem, por isso, suplantar a estrutura fundamental compulsivamente heterossexual. Os Talibãs bárbaros como inimigos das mulheres e adversários dos "perversos" são assim transformados em mera superfície de projecção para poder esconder completamente, na celebração da civilidade burguesa, a relação básica de género inimiga das mulheres e compulsivamente heterossexual que serve de fundamento à sociedade burguesa...

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de 2011 para 2012

"A esquerda que cheira o traseiro de cada manifestação social à vista na rua o que mais gostaria era de se regalar nas paisagens florescentes de um ano revolucionário em 2011. Para além da falta de vergonha para voltar a desenterrar e a remoer freneticamente a palavra começada por R, que estava enterrada e esquecida, a mera adulação dos diversos protestos e levantamentos não ajuda nada a causa da libertação social. Marx sublinhou com razão que uma transformação verdadeiramente revolucionária apenas progride na medida em que os seus começos e fases de transição são criticados sem dó nem piedade, para os superar e para repelir as suas meias-verdades, falácias e aberrações. Se assim não for, todo o empreendimento se pode transformar no seu contrário. Decisiva aqui é a importância da reflexão teórica. Isto é especialmente verdade numa situação como a de hoje, em que ainda não há uma ideia desenvolvida da ruptura revolucionária com a ordem estabelecida. A forma de mediação é a polémica contra o estado dos movimentos, e não o envolvimento disposto a adaptar-se, reagindo de modo puramente táctico às dificuldades ideológicas e limitando-se a reflectir afirmativamente para os intervenientes a sua falsa consciência imediatista. Depois de mais de 250 anos de história da modernização não há mais espontaneidade inocente..."

Não há revolução em lado nenhum - (Robert Kurz; Janeiro de 2012) Deutsch Français

Robert Kurz

A INDÚSTRIA CULTURAL NO SÉCULO XXI

 

Sobre a actualidade da concepção de Adorno e Horkheimer

 

Da crítica aparente da burguesia intelectual ao culto pós-moderno da superficialidade * Crítica cultural elitista ou emancipatória? * Reducionismo tecnológico * A publicidade como percepção cultural do mundo e de si mesmo * A continuação do "trabalho abstracto" e da concorrência por outros meios * A Internet como novo meio central da indústria cultural * A virtualização do mundo da vida * Interatividade da Web 2.0 e individualização * Uma cultura grátis paga cara * O limite interno do capital e a crise económica da indústria cultural * A caminho do esgotamento das reservas culturais * O mundo não é um acessório. Por que é impossível uma "revolução cultural" separada

A Indústria Cultural no Século XXI - (Robert Kurz; EXIT! nº 9  Março de 2012) Deutsch Vídeo

Roswitha Scholz

Reedição 

O SEXO DO CAPITALISMO

Teorias feministas e a metamorfose pós-moderna do capital

As teses fundamentais deste livro, cuja primeira edição saiu na Primavera de 2000, relacionaram directamente pela primeira vez a crítica do patriarcado moderno com as formas capitalistas basilares de "trabalho abstracto" e valor, em vez de se ficarem no plano sociológico. Ultrapassando o feminismo anterior desenvolve-se a abordagem de uma teorização que apresenta a relação de género burguesa no mesmo nível de abstracção que a crítica da economia política de Marx. Indo para lá quer da antiga noção marxista de "contradição secundária" quer da dissolução pós-moderna do princípio fundamental capitalista em diferenças e situações particulares, a teoria da dissociação sexual ousa afirmar uma nova compreensão da totalidade social que rompe com o universalismo androcêntrico do aparelho conceptual dominante.

Encomendas nas livrarias ou directamente na editora Horlemann: info@horlemann-verlag.de

O Sexo do Capitalismo. Segunda edição - (Roswitha Scholz; Junho 2011) Deutsch

O Sexo do Capitalismo [Excertos] - (Roswitha Scholz; Janeiro 2000) Deutsch

 

ESTENDE O TEU MANTO, MARIA!

Produção e reprodução na crise do capitalismo

Estende o teu manto, Maria! - (Roswitha Scholz; Junho 2010) Deutsch Français

Roswitha Scholz 

SIMONE DE BEAUVOIR HOJE

O Tabu da Abstracção no Feminismo - (Roswitha Scholz; EXIT! nº8 Julho 2011) Deutsch

Robert Kurz

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte

Nota prévia * 23 Por que não constitui o anarquismo qualquer alternativa. A crítica não-conceptual do Estado de Bakunin & Cª. * 24 A discussão conceptualmente confusa com os bakuninistas * 25 A luta pelas necessidades vitais no capitalismo e a constituição automática da política * 26 A "ditadura do proletariado" e o deficit da teoria do Estado * 27 O trauma da Comuna de Paris e a sua lenda * 28 O problema da síntese social como "caixa negra" da ideologia cooperativista * 29 Subjectivação e individualização metodológicas da forma da vontade transcendental * 30 A ditadura de crise do Leviatã ou o estado de excepção como pressuposto e consequência da "vontade geral" * 31 A política como definição do inimigo existencial * 32 Estado de excepção e capacidade política * 33 Executores e executados do estado de excepção * 34 Catástrofe humanitária, pragmatismo de emergência consciente e ideologia de salvação da democracia de esquerda * 35 A miséria do positivismo jurídico * 36 A crença positiva da social-democracia no Estado e as suas metamorfoses * Antevisão da terceira parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Segunda parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 8  Julho de 2011) Deutsch

NÃO HÁ LEVIATÃ QUE VOS SALVE

Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte

 1 O Estado como "última instância" e as formas de desenvolvimento da crise capitalista mundial • 2 A insuficiência da teoria do Estado e o debate sobre a teoria radical da crise • 3 Desenvolvimento capitalista e historicidade da teoria. A "herança" do iluminismo burguês afirmativo na esquerda da modernização • 4 A teoria do contrato de direito natural e o poder estatal absoluto em Hobbes • 5 O patriarcado objectivado da modernidade e o carácter androcêntrico do Leviatã • 6 "Economia política" absolutista e liberdade de concorrência dos burgueses proprietários • 7 Do liberalismo teológico à forma transcendental da "vontade geral" em Rousseau • 8 O "imperativo categórico" kantiano e a automenorização esclarecida • 9 Adam Smith e a "mão invisível" da máquina da concorrência como a outra face da "vontade geral" • 10 O idealismo de Estado alemão como superação ideológica aparente da duplicação da "vontade geral" • 11 A diferenciação "nacional" anglo-saxónica, francesa e alemã da "vontade geral" • 12 O "estado de natureza" violento entre os Leviatãs e a sua limitação pelo mercado mundial • 13 A "paz perpétua" kantiana como visão duma instituição meta-estatal da "vontade geral" repressiva e o seu desmentido por Hegel • 14 A batalha dos Leviatãs imperiais pelo poder mundial nacional da "vontade geral" • 15 Duas nações em uma. O entendimento do Estado do burguês proprietário como atraso da modernização • 16 O Estado burguês como horizonte de emancipação redutora e a função modernizadora do movimento operário • 17 A repetição feminista da emancipação redutora • 18 O idealismo de Estado alemão como "herança" do movimento operário e a expansão capitalista das funções do Estado • 19 A crítica do Estado no jovem Marx: as contradições da "vontade geral" transcendental • 20 O duplo Marx e a dupla definição do político • 21 O conceito de Estado reduzido à sociologia das classes em Marx e Engels • 22 Trinta anos depois. A reprodução do conceito redutor de Estado no Anti-Duhring de Engels • Antevisão da segunda parte

Não há Leviatã que vos salve. Teses para uma teoria crítica do Estado. Primeira parte - (Robert Kurz; EXIT! nº 7  Dezembro de 2010) Deutsch

Roswitha Scholz

NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS

A identidade (masculina) pós-moderna entre a mania da diferenciação e a segurança da teoria marxista vulgar. Réplica às críticas à teoria da dissociação e do valor

Não digo nada sem a minha alltours - (Roswitha Scholz; EXIT! nº7 Dezembro 2010) Deutsch

Robert Kurz

FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA

Na urgência de um realismo dialéctico hoje

Totalidade concreta em Georg Lukács * Totalidade concreta em Theodor W. Adorno * Totalidade concreta em Moishe Postone * Totalidade concreta e crítica da dissociação e do valor * Crítica do fetiche e da reificação como falsa imediatidade em John Holloway * Imediatidade antidialéctica em Hardt/Negri e em Badiou * O falso retorno da dialéctica após o seu suposto fim * Conclusão: alegações finais por um realismo dialéctico, hoje, para lá dos esquematismos tradicionais

 Forma social e totalidade concreta  - (Roswitha Scholz; Exit! nº6 Outubro de 2009 Deutsch

O DESVALOR DO DESCONHECIMENTO

“Crítica do valor” truncada como ideologia de legitimação de uma nova pequena-burguesia digital

O Desvalor do Desconhecimento - (Robert Kurz; Maio 2008) Deutsch

Claus Peter Ortlieb

UMA CONTRADIÇÃO ENTRE MATÉRIA E FORMA

Sobre a importância da produção de mais-valia relativa para a dinâmica de crise final

1. A última crise do capital? Uma controvérsia * 2. Produtividade, valor e de riqueza material * 3. A produção da mais-valia relativa * 4. A tendência de desenvolvimento da mais-valia relativa * 5. Crescimento compulsivo, expansão histórica do capital e limites materiais * 6. Crescimento compulsivo e destruição do ambiente * 7. Conclusão

Uma contradição entre matéria e forma - Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2008 Deutsch

Robert Kurz

CRISE ECONÓMICA MUNDIAL, MOVIMENTO SOCIAL E SOCIALISMO. 12 TESES.

Comunicação apresentada na Conferência do Fórum Marxista da Saxónia em 14.11.2009

Crise Económica Mundial, Movimento Social e Socialismo - Robert Kurz; Novembro de 2009 Deutsch

Roswitha Scholz

LÓGICA DA IDENTIDADE E CRÍTICA DO CAPITALISMO

Notas sobre as reacções da esquerda aos ataques terroristas em Nova Iorque e Washington

Lógica da identidade e crítica do capitalismo - (Roswitha Scholz; Novembro 2001) Deutsch

WASTE TO WASTE

Os Roma e “nós”

WASTE TO WASTE Os Roma e "nós" - (Roswitha Scholz; Setembro 2008) Deutsch

Robert Kurz

ENTREVISTA À REVISTA ON-LINE “TELEPOLIS”

(Hannover, Alemanha)

Entrevista à REVISTA ON-LINE "TELEPOLIS" - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno

A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno - (Roswitha Scholz; Agosto de 2004 Deutsch

O ser-se supérfluo e a "angústia da Classe média"

O fenómeno da exclusão e a estratificação social no capitalismo

1. Introdução: "Situação de classe", exclusão específica de uma classe, ou desclassificação generalizada? Eis a questão, hoje! 2. O fenómeno do ser-se supérfluo no capitalismo até ao fim do século XIX – breve esboço 3. A "sociedade de classe média nivelada" 4. Individualização para lá da classe e da camada? 5. A destruição da "nova classe média" e os "novos independentes" precários 6. O fetiche da luta de classes 7. Luta sem classes? 8. O último estádio da classe média 9. A sociedade da classe média e o género 10. A sociedade da classe média e a migração 11. A exclusão como problema fundamental do capitalismo. 12. Algumas observações sobre o debate das ciências sociais em torno da exclusão social e da "vulnerabilidade social" nas classes médias 13. A socialização de classe média, a exclusão e a forma social da dissociação-valor.

O Ser-se Supérfluo e a "Angústia da Classe Média"  - (Roswitha Scholz; Exit! nº5 Maio de 2008 Deutsch

PODER MUNDIAL E DINHEIRO MUNDIAL

A função económica da máquina militar dos Estados Unidos no capitalismo global e os motivos ocultos da nova crise financeira

Nota prévia (22.01.2008): O texto que segue foi escrito em Novembro de 2007 para a revista de debates de esquerda "Widersprüch" (Zurique) e aí foi publicado no início de Janeiro [nº 53]. Sob o signo da crise financeira em curso e do mais recente crash bolsista, ele adquire uma actualidade insuspeitada.

Poder Mundial e Dinheiro Mundial - Robert Kurz; Novembro de 2007 Deutsch

A RUPTURA ONTOLÓGICA

Antes do início de uma outra história mundial

A Ruptura Ontológica - Robert Kurz; Agosto de 2004 Deutsch

BARBÁRIE, MIGRAÇÃO E GUERRAS DE ORDENAMENTO MUNDIAL

Para uma caracterização da situação contemporânea da sociedade mundial

Barbárie, Migração e Guerras de Ordenamento Mundial - Robert Kurz; Janeiro de 2005  Deutsch

O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO

(Cap. IV do Livro A GUERRA DE ORDENAMENTO MUNDIAL, Robert Kurz, Janeiro 2003)

O Próximo Oriente e a Síndrome do Anti-Semitismo  - Capitulo IV - (Robert Kurz; Janeiro 2003) Deutsch

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 ANOS DEPOIS

Entrevista à Revista "Reportagem", São Paulo, Outubro de 2004

"O COLAPSO DA MODERNIZAÇÃO" - 15 anos depois  (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español Italiano

SERES HUMANOS NÃO RENTÁVEIS

Ensaio sobre a relação entre história da modernização, crise e darwinismo social neo-liberal

Nota Prévia: Este texto constitui a versão escrita de uma apresentação efectuada a 15.11.2005 em Brunnen, Suiça, nas Jornadas Anuais da INTEGRAS (Schweizer Fachverband für Sozial- und Heilpädagogik) [Associação Profissional de Pedagogia Médica e Social]. O texto não desenvolve ideias novas, mas consegue dar, ainda assim, uma perspectiva sobre as afirmações standard na análise da crítica do valor e da dissociação, de outro modo só possível de encontrar espalhada em diversos artigos ou no contexto da argumentação mais extensa dos livros. Os sub-títulos são de responsabilidade da redacção da INTEGRAS. As apresentações desta jornada serão publicadas brevemente em brochura

    Seres Humanos não Rentáveis - Robert Kurz; Janeiro de 2006 Deutsch

A Substância do Capital

O trabalho abstracto como metafísica real social e o limite interno absoluto da valorização.

Primeira parte: A qualidade histórico-social negativa da abstracção "trabalho".

O Absoluto [Absolutheit] e a relatividade na História. Para a crítica da redução fenomenológica da teoria social - O conceito filosófico de substância e a metafísica real capitalista - O conceito negativo de substância do trabalho abstracto na crítica da economia política de Marx - O conceito positivo do trabalho abstracto na ontologia do trabalho marxista - Para a crítica do conceito de trabalho em Moishe Postone - O trabalho abstracto e o valor como apriori social - O que é abstracto e real no trabalho abstracto? - O tempo histórico concreto do capitalismo

A Substância do Capital (primeira parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

Segunda parte: O fracasso das teorias da crise do marxismo da ontologia do trabalho e as barreiras ideológicas contra a continuação do desenvolvimento da crítica radical do capitalismo.

"Teoria do colapso" como palavra de toque e conceito de falsificação da história da teoria marxista - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial I: Rosa Luxemburgo - Teorias do colapso reduzidas como posição minoritária marxista na época da guerra mundial II: Henryk Grossmann - Da diabolização de Grossmann ao atrofiar do debate marxista da crise e do colapso - Sujeito e objecto na teoria da crise. A solução aparente do problema em meras relações de vontade e de forças - A crise e a crítica, a ilusão política e a relação de dissociação sexual - O conceito de quantidade de trabalho abstracto e a acusação de "naturalismo"

A Substância do Capital (segunda parte) - (Robert Kurz; EXIT! nº2 Março 2005) Deutsch

A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS

Disparidades económicas, racismo e individualização pós-moderna.

Algumas teses sobre o valor-dissociação na era da globalização

A Nova Crítica Social e o Problema das Diferenças - (Roswitha Scholz; EXIT! nº1 Agosto 2004) Deutsch

TABULA RASA

Até onde é desejável, obrigatório ou lícito que vá a crítica ao Iluminismo?

Tabula Rasa - (Robert Kurz; Krisis 27 - Novembro 2003)

A IDEOLOGIA ANTI-ALEMÃ

Do antifascismo ao imperialismo de crise: crítica da novíssima essência sectária alemã de esquerda nos seus profetas teóricos

A Ideologia Anti-Alemã (prefácio) - (Robert Kurz; Agosto 2003)

ONTOLOGIA NEGATIVA

Os obscurantistas do Iluminismo e a metafísica histórica da Modernidade

A libertação tem de ser repensada. Após o fim do marxismo e do socialismo do movimento operário, não resta dúvida de que quanto a este postulado abstracto existe um consenso entre a maioria das teóricas e dos teóricos de esquerda que ainda continuem a querer sê-lo. No entanto, mal se trate de definir o novo, que é o que se supõe estar em causa, este não se revela apenas regularmente como o velho em traje novo, mas, antes de mais, como o mais vetusto de entre o velho; nomeadamente, como recaída para o que antecede o marxismo, para o seio da Filosofia iluminista burguesa, em vez de uma tentativa de ir para além do marxismo.

Ontologia Negativa - (Robert Kurz; Krisis 26 - Janeiro de 2003)

Robert Kurz

Razão Sangrenta

20 Teses contra o chamado Iluminismo e os "Valores Ocidentais"

O capitalismo a si mesmo se vence até à morte, tanto materialmente como no plano ideal. Quanto maior a brutalidade com que esta forma de reprodução, tornada modelo social universal, devasta o mundo, mais ela vai infligindo golpes a si mesma e minando a própria existência. Neste quadro se inscreve também o comum ocaso intelectual das ideologias da modernização, numa ignorância e falta de ideias de tipo novo: direita e esquerda, progresso e reacção, justiça e injustiça coincidem de forma imediata, uma vez que o pensamento nas formas do sistema produtor de mercadorias paralisou por completo. Quanto mais estúpida se torna a representação intelectual do sujeito do mercado e do dinheiro, mais horroroso fica o seu tagarelar repetitivo das estafadas virtudes burguesas e valores ocidentais. Não há paisagem do planeta, marcada pela miséria e pelos massacres, sobre a qual não chovam a cântaros lágrimas de crocodilo, de um humanitarismo policial democrático; não há vítima desfigurada pela tortura que não seja usada como pretexto na exaltação das alegrias da individualidade burguesa. Qualquer idiota servidor do estado, que se esforça por escrever umas linhas, invoca a democracia ateniense; qualquer patife ambicioso, da política ou da ciência, pretende bronzear-se à luz do iluminismo.

Razão Sangrenta - tradução revista - (Robert Kurz; Junho de 2002) Deutsch Español

AUSCHWITZ COMO ÁLIBI?

Auschwitz como Álibi? - (Robert Kurz; Junho 2000) Deutsch Español

Textos, entrevistas, conferências

-2014-

UCRÂNIA – A DUALIDADE DE NACIONALISMO E DESMORONAMENTO DO ESTADO

Ucrânia - a dualidade de nacionalismo e desmoronamento do estado - (Gerd Bedszent: EXIT! nº 12 Novembro 2014) Deutsch

-2013-

BATER CONTRA A PAREDE

Bater contra a parede - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2013 Deutsch

LIMITES NO ENDIVIDAMENTO E TRAVÕES NA RACIONALIDADE

Limites no endividamento e travões na racionalidade  - (JustIn Monday; Novembro de 2013 Deutsch

FIM DO JOGO

Fim do jogo - (Claus Peter Ortlieb; Agosto de 2013 Deutsch

ELOGIO DO ESBANJAMENTO

Elogio do esbanjamento - (JustIn Monday; Agosto de 2013 Deutsch

-2012-

ESPIRAL DESCENDENTE

Espiral descendente - (Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2012 Deutsch

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda

O cocktail de desejos do keynesianismo de esquerda - (Claus Peter Ortlieb; Setembro de 2012 Deutsch Français Italiano

"MUITAS VENDAS E MUITO TRABALHO"

 "Muitas vendas e muito trabalho" - (JustIn Monday; Agosto de 2012 Deutsch

Em memória de Robert Kurz

Em memória de Robert Kurz - (Claus Peter Ortlieb; EXIT! nº 10 Dezembro de 2012) Deutsch

O TERROR DA CRISE

O terror da crise - (Robert Kurz; Março de 2012) Deutsch Français

-2011-

CEGOS NA CRISE

Cegos na crise - Claus Peter Ortlieb; Novembro de 2011 Deutsch

A educação para a barbárie

A educação para a barbárie - (Moinhos Satânicos; Setembro de 2011)

O FIM DA FÁBULA DO AUTOMÓVEL

O fim da fábula do automóvel - (Robert Kurz; Agosto de 2011) Deutsch

O TERROR DA POUPANÇA E A REVOLTA

O Terror da Poupança e a Revolta - (Robert Kurz; Julho de 2011) Deutsch

REAÇÃO EM CADEIA PÓS-NACIONAL

Reação em Cadeia Pós-Nacional - Robert Kurz; Junho de 2011 Deutsch

UM HERÓI DO MUNDO PÓS-MODERNO

Um Herói do Mundo Pós-Moderno - Robert Kurz; Março de 2011 Deutsch

TRABALHO SEM VALOR

Trabalho sem valor - Robert Kurz; Maio de 2011 Deutsch

O CONSUMO DO FUTURO

O Consumo do Futuro - Robert Kurz; Janeiro de 2011 Deutsch

-2010-

PRÉMIO NOBEL PARA O HARTZ IV

Prémio Nobel para o Hartz IV - Robert Kurz; Outubro de 2010 Deutsch

O FIM DA ECONOMIA DA POTÊNCIA MUNDIAL

O Fim da economia da potência mundial - Robert Kurz; Agosto de 2010 Deutsch

A BOLHA CHINESA

A bolha chinesa - Robert Kurz; Abril de 2010 Deutsch

Falência do Estado e assalto aos bancos

Falência do Estado e assalto aos bancos - Robert Kurz; Fevereiro de 2010 Deutsch

NO FIO DA NAVALHA

Carta aberta às pessoas interessadas na EXIT! na passagem de ano 2009/2010

No fio da navalha - Robert Kurz; Janeiro de 2010 Deutsch

-2009-

SOBREPRODUÇÃO

SOBREPRODUÇÃO - Robert Kurz; Dezembro de 2009 Deutsch

QUEM REGULA O QUÊ?

Porque está a cimeira do G20 com medo da sua própria coragem já na fase preparatória

Quem regula o quê? - Robert Kurz; Setembro de 2009 Deutsch

CAPITALISMO SEM MAIS-VALIA?

Um debate insuficiente sobre os limites do crescimento

 Capitalismo sem mais-valia - Robert Kurz; Julho de 2009 Deutsch

ECONOMIA E PSICOLOGIA

Economia e Psicologia - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch

A GUERRA CONTRA OS JUDEUS

A Guerra Contra os Judeus - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Italiano

DEFLAÇÃO E INFLAÇÃO

Deflação e Inflação - Robert Kurz; Janeiro de 2009 Deutsch Español

-2008-

O CARISMA DA CRISE

Por que está a obamania condenada ao fracasso

O Carisma da Crise - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

NÃO HÁ SEGUNDO NEW DEAL

Não há Segundo New Deal - Robert Kurz; Novembro de 2008 Deutsch

ENTREVISTA À REVISTA IHU ON-LINE

Universidade do Vale do Rio dos Sinos, S. Leopoldo, Porto Alegre, Brasil

Entrevista à REVISTA IHU ON-LINE - (Robert Kurz; Outubro 2008) Deutsch Revista IHU

A ÚLTIMA INSTÂNCIA

A Última Instância - Robert Kurz; Setembro de 2008 Deutsch

A MISÉRIA DA POLÍTICA CONJUNTURAL

A ressurreição do keynesianismo é mais que duvidosa

A Miséria da Política Conjuntural - Robert Kurz; Agosto de 2008 Deutsch

CAPITALISMO POPULAR NUNCA MAIS

A longa ressaca após o desastre da Telekom

Capitalismo Popular Nunca Mais - Robert Kurz; Abril de 2008 Deutsch

A GRANDE QUEIMA DE DINHEIRO

Pacotes de salvamento para bancos em situação catastrófica e caça aos criminosos fiscais

 A Grande Queima de Dinheiro - Robert Kurz; Fevereiro de 2008 Deutsch

-2007-

O lado obscuro do capital

O lado obscuro do capital - (Johannes Vogele; Outubro de 2007) Français

TEMPO É ASSASSÍNIO

   Tempo é assassínio - Robert Kurz; - Abril de 2007 Deutsch

DESARMAMENTO MORAL

A cultura do escândalo como expressão da falta de perspectiva social

Desarmamento Moral  - Robert Kurz; Fevereiro de 2007 Deutsch

A PRÓXIMA ONDA DE RACIONALIZAÇÃO

A próxima onda de racionalização - (Robert Kurz; Janeiro 2007) Deutsch

-2006-

A BOMBA RELÓGIO DAS PENSÕES EMPRESARIAIS

A Bomba Relógio das Pensões Empresariais - (Robert Kurz; Agosto 2006) Deutsch

CRISE DO DÓLAR E CRISE DO EURO

Crise do Dólar e Crise do Euro - (Robert Kurz; Junho 2006) Deutsch

O REGRESSO DO JORGE

Notas sobre a "cristianização" do espírito do tempo pós-moderno

e sua viragem para o decisionismo autoritário

O Regresso do Jorge - (Roswitha Scholz; EXIT! nº3 Janeiro 2006) Deutsch

A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO

Uma aliança não santa de transviados da modernização

A Primavera Negra do Anti-imperialismo - (Robert Kurz; Janeiro 2006) Deutsch

-2005-

A MÁQUINA UNIVERSAL DE HARRY POTTER

O conceito de trabalho imaterial e o neo-utopismo reduzido à tecnologia

A Máquina Universal de Harry Potter - (Robert Kurz; Outubro 2005) Deutsch

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR

Consciência de crise e "theological turn" da pós-modernidade

O Estado de Exceção Molecular - (Robert Kurz; Agosto 2005) Deutsch

MAIS VALIA ABSOLUTA

Mais Valia Absoluta - (Robert Kurz; Fevereiro 2005) Deutsch

-2004-

A RESSURREIÇÃO ECONOMISTICA DA RELIGIÃO

A Ressurreição Economistica da Religião - (Robert Kurz; Dezembro 2004) Deutsch Español

Novos e velhos combates

A humanidade não está preparada, mas tampouco tem outra escolha.

Novos e velhos combates (Entrevista) - (Robert Kurz; Novembro 2004) (pdf) Deutsch Español

O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE

Apanhado de uma simpática ronda jornalística de homens

O Comité Nobel Passou-se - (Robert Kurz; Outubro 2004) Deutsch

O ÚLTIMO ESTÁDIO DA CLASSE MÉDIA

O Ultimo Estádio da Classe Média - (Robert Kurz; Setembro 2004) Deutsch Español

A nova simultaneidade histórica

O fim da modernização e o começo de uma outra história mundial.

A Nova Simultaneidade Histórica - (Robert Kurz; Janeiro 2004) Deutsch Español Francais English

-2003-

AS PERFÍDIAS DO CAPITAL FINANCEIRO

LIMITES INTERNOS DA ACUMULAÇÃO, CRÍTICA REDUZIDA DO CAPITALISMO E SÍNDROMA ANTI-SEMITA

As Perfídias do Capital Financeiro - (Robert Kurz; Novembro de 2003) Deutsch Español

O que é a terciarização?

Perspectivas de mudança social.

O que é a terciarização - (Robert Kurz; Novembro 2003) Deutsch Español English Italiano

Um corte maior: Anulação das dívidas

Um corte maior: Anulação das dívidas - (Robert Kurz; Setembro 2003) Deutsch

Não-rentáveis, uni-vos!

Não-rentáveis, uni-vos - (Robert Kurz; Maio de 2003) Deutsch Español English Francais

A MÃE DE TODAS AS BATALHAS

A Mãe de Todas as Batalhas - (Robert Kurz; Abril de 2003) Deutsch Italiano Español English Français

IMPERIALISMO DE CRISE

6 Teses sobre o carácter das novas guerras de ordenamento mundial

Imperialismo de crise - (Robert Kurz; Março de 2003) Deutsch Español English Français Italiano

-2002-

A GUERRA CONTRA A CRISE

A Guerra Contra a Crise - (Robert Kurz; Novembro de 2002) Español

ECONOMIA POLÍTICA DOS DIREITOS HUMANOS

Economia política dos direitos humanos - (Robert  Kurz; Outubro de 2002) Deutsch English Español Italiano

CONTRA-REALISMO

Contra-Realismo - (Robert Kurz; Outubro de 2002) Deutsch Español Francais English

A pulsão de morte da concorrência

Assassinos amoque e suicidas como sujeitos da crise

A pulsão de morte da concorrência - (Robert Kurz; Maio de 2002) Español

A guerra dos dois mundos

A guerra dos dois mundos - (Robert Kurz; Abril de 2002) Español

-2001-

Economia totalitária e paranóia do terror

A pulsão de morte da razão capitalista  

Economia totalitária e paranóia do terror - (Robert  Kurz; Setembro de 2001) Deutsch English Italiano

As leituras de Marx no Século XXI

As leituras de Marx no Século XXI - (Robert Kurz; 2001) Español

POPULISMO HISTÉRICO

A confusão de sentimentos burgueses e a busca de bodes expiatórios

Populismo histérico - (Robert Kurz; Janeiro de 2001) Deutsch English Español Italiano

-2000-

Uma vida humana? Só sem mercado, estado e trabalho.

Robert Kurz fala sobre o Livro Negro do Capitalismo (2000) Español

-1999-

MANIFESTO CONTRA O TRABALHO

Edição Portuguesa Deutsch Español English

O Homem Flexível

O homem flexível - (Robert Kurz; Julho de 1999) Deutsch Español Italiano

A expropriação do tempo

A expropriação do tempo - (Robert Kurz; 1999) Español Français

-1998-

APOCALYPSE NOW!

Sobre a relação entre emancipação e pessimismo cultural

Apocalypse Now! - (Robert Kurz; Janeiro 1998) Deutsch

O DUPLO MARX

O Duplo Marx - (Robert Kurz; Fevereiro 1998) Deutsch Español

Objetividade inconsciente

Aspectos de uma crítica das ciências matemáticas da natureza

Objectividade Inconsciente - (Claus Peter Ortlieb; 1998) Deutsch Español

-1997-

ANTIECONOMIA E ANTlPOLÍTICA

Sobre a reformulação da emancipação social após o fim do "marxismo"

Antieconomia e antipolítica - (Robert Kurz; Krisis 19 - 1997) Deutsch Español

Canhões e Capitalismo

A revolução militar como origem da modernidade

Canhões e Capitalismo -(Robert Kurz; de Março 1997) Deutsch Español English Français

-1996-

Os últimos combates

O Maio parisiense de 1968, o Dezembro parisiense de 1995 e o recente acordo trabalhista alemão.

Os últimos combates - (Robert Kurz; Março de 1996) Deutsch Español

-1995-

ECONOMIA POLÍTICA DO ANTI-SEMITISMO

Economia Política do Anti-Semitismo - (Robert Kurz; Setembro de 1995) Deutsch

O PÓS-MARXISMO E O FETICHE DO TRABALHO

Sobre a contradição histórica na teoria de Marx

O Pós-Marxismo e o Fetiche do Trabalho - (Robert Kurz; Krisis 15 - 1995) Deutsch

A ASCENSÃO DO DINHEIRO AOS CÉUS

Os limites estruturais da valorização do capital, o capitalismo de casino e a crise financeira global

A ascensão do dinheiro aos céus - (Robert Kurz; Julho de 1995) Deutsch Italiano Español

-1994-

O FIM DA POLÍTICA

Teses sobre a crise do sistema de regulação da forma da mercadoria

O Fim da Política - (Robert Kurz; Krisis 14 - 1994) Deutsch Español Italiano

-1993-

DOMINAÇÃO SEM SUJEITO

SOBRE A SUPERAÇÃO DE UMA CRÍTICA SOCIAL REDUTORA

Dominação sem sujeito - (Robert Kurz; Krisis 13 - 1993) Deutsch Español

-1992-

O valor é o homem

Teses sobre a socialização pelo valor e a relação entre sexos

O valor é o homem - (Roswitha Scholz; 1992) Deutsch

-1991-

A HONRA PERDIDA DO TRABALHO

O socialismo dos produtores como impossibilidade lógica.

A honra perdida do trabalho - (Robert Kurz; Krisis nº10 Janeiro de 1991) Deutsch English Español  Italiano

A Superação da Crise e "Utopia"

Os passageiros do Titanic querem ficar no convés, e que a banda continue tocando. Se tivermos que viver mesmo o "fim da história", não será um final feliz.

A Superação da Crise e "Utopia" (Robert Kurz; 1991)

Pequeno Glossário (Robert Kurz; 1991)

Outros Textos

A Dialéctica do Esclarecimento e outros textos de Theodor W. Adorno

A Sociedade do Espectáculo e outros textos de Guy Debord

Trabalho espiritual e corporal - (A. Sohn-Rethel; 1998)

Teses sobre o conceito da história - (Walter Benjamin; 1940)

Crítica do Programa de Gotha - (Karl Marx)

O CAPITAL, CAPITULO I - A Mercadoria - (Karl Marx)

Últimos textos: "EDITORIAL DA REVISTA EXIT nº 13" " CRÍTICA DO CAPITALISMO PARA O SÉCULO XXI" "EXIT! - AUTO-APRESENTAÇÃO PROGRAMÁTICA" ...Robert Kurz; "O sacrifício e o regresso perverso do arcaico" "NÃO HÁ REVOLUÇÃO EM LADO NENHUM" "Não há Leviatã que vos salve" "OS ASSASSINOS DE CRIANÇAS DE GAZA" "CINZENTA É A ÁRVORE DOURADA DA VIDA  E VERDE A TEORIA" "O PRÓXIMO ORIENTE E A SÍNDROME DO ANTI-SEMITISMO" "A HISTÓRIA COMO APORIA (3ª série)" "A SUBSTÂNCIA DO CAPITAL (segunda parte)" "A PRIMAVERA NEGRA DO ANTI-IMPERIALISMO" "A DESCER NO ELEVADOR DA HISTÓRIA" "O ESTADO DE EXCEÇÃO MOLECULAR" "O IMPÉRIO E OS SEUS TEÓRICOS" "DEAD MEN WRITING" "O COMITÉ NOBEL PASSOU-SE" "OS FANTASMAS REAIS DA CRISE MUNDIAL" "A REVOLUÇÃO DAS BOAS MANEIRAS" "TABULA RASA " ... Roswitha Scholz; "FEMINISMO – CAPITALISMO – ECONOMIA – CRISE" O TABU DA ABSTRACÇÃO NO FEMINISMO" "NÃO DIGO NADA SEM A MINHA ALLTOURS" "FORMA SOCIAL E TOTALIDADE CONCRETA " "A Teoria da Dissociação Sexual e a Teoria Crítica de Adorno" "O ser-se supérfluo e a "angústia da classe média"  "Homo Sacer e "Os Ciganos" "SOBRE O CONCEITO DE VALOR E DE VALOR-DISSOCIAÇÃO" "O REGRESSO DO JORGE" "DON’T TREAT EVERY "THING" ALIKE!" "A NOVA CRÍTICA SOCIAL E O PROBLEMA DAS DIFERENÇAS" ...Veja todos os textos por ordem cronológica em índice, por autores clic em autores.

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